Marcos Llorente ao lado dos colegas do Atlético Madrid com o troféu de campeão do mundo
Marcos Llorente ao lado dos colegas do Atlético Madrid com o troféu de campeão do mundo - Foto: IMAGO

Campeão do mundo surpreende e diz adeus à seleção espanhola

Marcos Llorente anunciou que se reformou do futebol internacional, através de uma publicação nas redes sociais

Marcos Llorente anunciou esta quinta-feira o ponto final na sua carreira ao serviço da seleção espanhola. Pouco tempo depois de se ter sagrado campeão do mundo no Mundial 2026, o jogador do Atlético Madrid, de 31 anos, decidiu encerrar o seu percurso com a La Roja.

O médio madrileno despede-se com um total de 27 internacionalizações, nas quais participou num Campeonato da Europa e em dois Campeonatos do Mundo. A sua estreia pela seleção principal aconteceu em 2020, num particular frente aos Países Baixos (1-1) no Amsterdam Arena, sob o comando de Luis Enrique.

Desde então, Llorente tornou-se uma presença regular nas convocatórias, atuando frequentemente como lateral direito. Foi nessa posição que iniciou o último Mundial como titular, embora tenha perdido o lugar para Pedro Porro, ex-Sporting, no decorrer da competição.

O percurso de Llorente nas seleções espanholas começou bem antes, tendo representado os escalões de sub-19 e sub-21. A sua primeira internacionalização aconteceu em Katwijk aan Zee, num particular contra a seleção nerlandesa de sub-19, com De la Fuente como selecionador e Grimaldo entre os colegas de equipa, num jogo que Espanha venceu por 2-1.

Apesar de ter ficado de fora do último Europeu, no qual De la Fuente preferiu Carvajal e Jesús Navas para a lateral direita, o jogador do Atlético Madrid recuperou o seu lugar a tempo de ir ao Mundial, no qual conquistou o título e coroou uma carreira internacional curta, mas de sucesso.

Numa carta de despedida, Llorente explicou a sua decisão, afirmando ser «pessoal, muito ponderada e, acima de tudo, muito sentida». «Depois de muito tempo a pensar no assunto, decidi encerrar a minha etapa na Seleção. Estou ciente de que ainda sou jovem e que, talvez, se continuasse a fazer as coisas bem, ainda teria anos para continuar a jogar com esta camisola. Sei que muitos não o entenderão e, certamente, eu também não o teria entendido visto de fora», escreveu o jogador, sublinhando que a decisão já estava tomada «independentemente de ter ido ao Mundial ou não, ou de o termos ganho ou não».

«Só posso estar infinitamente grato a todas as pessoas com quem me cruzei durante estes anos e que tornaram possível que a minha família e eu pudéssemos viver momentos únicos e inesquecíveis. Fico com tudo o que vivi, mas, acima de tudo, com estes últimos 52 dias. Com um grupo maravilhoso que lutou até ao fim para deixar a Espanha no topo. E assim o fez. Foi um orgulho representar o meu país e fazer parte desta história. Obrigado por tudo. Um abraço a todos», concluiu.

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