Campeão nacional apresenta-se aos sócios e adeptos este sábado, frente ao Aston Villa

Caipirinhas de William e Pepê levaram açúcar sul-coreano (os destaques do FC Porto)

Extremos brasileiros animaram a apresentação dos dragões com os golos da vitória sobre o Aston Villa e outros bons momentos. André Silva já em 'modo Farioli'. Inbeom só jogou 10 minutos, mas já deixou água na boca...

Cláudio Ramos — Viu Lynch marcar um grande golo, sabendo que não tinha qualquer hipótese de defesa. De resto, pouco ou nenhum trabalho teve. Só um tiro em arco, aos 81', terá assustado o experiente guarda-redes, ontem capitão de equipa, na ausência de Diogo Costa.

Pablo Rosario — Novamente adaptado a lateral-direito (algo que não se via há algum tempo...), procurou simplificar processos ao máximo. A defender, esteve sólido, obrigando Ian Maatsen e companhia a fletirem para zonas interiores em busca de perigo. Na reta final, fez um belo cruzamento. Farioli já sabe: seja qual for a missão confiada ao polivalente dominicano, ele vai cumprir.

Bednarek — Autoritário pelos ares, o xerife polaco impôs a sua presença física e capacidade de liderança no registo habitual.

Kiwior — Ao minuto 13, afastou de forma atabalhoada e a turma de Birmingham aproveitou a sobra do alívio para chegar ao empate. Na ponta final, levantou com conta, peso e medida para o reforço Inbeom Hwang tentar assistir Borja Sainz. Invariavelmente bem posicionado, promete continuar a formar com Bednarek uma dupla de solidez assinalável.

Zaidu — Denotou algum facilitismo na abordagem no lance que resultou no golo do Aston Villa, já depois de efetuar o lançamento que originou o 1-0. Fora isso, evidenciou a disponibilidade física habitual pelo corredor esquerdo, embora não se tenha aventurado por aí além.

Alan Varela — Foi um dos elementos mais apáticos do lado portista. Algo errático no passe, tentou ligar várias vezes com André Silva, sem sucesso. Na missão defensiva, esteve macio, não conseguindo filtrar tudo no miolo. Foi substituído à entrada para os derradeiros 10 minutos de jogo.

Froholdt — Esbanjou uma excelente oportunidade, aos 6 minutos, mas não se coibiu de aparecer na área noutras ocasiões. Foi subindo o nível com o passar dos minutos e restam poucas dúvidas: já apresenta a rotação que lhe é reconhecida...

André Silva — Entrou cheio de vontade, demonstrando que já está perfeitamente ambientado ao futebol pressionante que Farioli promove. Procurou movimentos associativos amiúde, mas ainda está a adaptar-se às ideias dos novos companheiros. Faltaram chances para alvejar a baliza contrária.

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Rodrigo Mora — O jogo estava meio adormecido quando entrou, mas a pérola do Olival tratou de dar-lhe um safanão. Irrequieto, pôs o guardião dos villans à prova (90') e, já nos descontos, serviu Pepê com um excelente passe para o interior da grande área.

Borja Sainz — Veloz, tentou agitar com algumas corridas, mas, nessa pressa, acabou por perder alguma clarividência. Tem de mostrar mais para ganhar protagonismo renovado...

Deniz Gul — André Silva não picou o ponto e Deniz Gul também não. O internacional turco, aliás, até andou afastado das zonas de finalização, preocupando-se mais em emprestar fisicalidade ao jogo ofensivo dos dragões, na tentativa de segurar a posse em zonas adiantadas.

Nehuén Pérez — Ainda à procura do melhor nível físico, entrou para fazer as vezes de lateral-direito. Cumpriu sem sobressaltos.

João Costa — Só foi convidado a jogar com os pés.

Eustáquio — Está no mercado e dificilmente continuará no plantel, mas, enquanto andar pelo Olival, conta para Farioli. Tanto assim é, que entrou enérgico e com a braçadeira de capitão no braço.

Francisco Moura — Nos últimos minutos — entrou na leva de substituições dos 82' —, a bola não passou muito pela zona do camisola 74.

Os destaques do FC Porto

William Gomes A época já é outra, mas o faro goleador mantém-se: o extremo brasileiro abriu o ativo logo aos 5 minutos com um belo disparo, controlando com a coxa e rematando colocado, sem deixar a bola cair. Muito ativo pela direita, ofereceu precioso auxílio defensivo ao 'adaptado' Pablo Rosario. O um para um nem sempre lhe saiu bem, mas mostra entra em 2026/27 com o atrevimento que é uma das suas imagens de marca. Rendido aos 69'.

Pepê É um dos elementos mais antigos do plantel e, a julgar pela amostra, deverá manter a importância que cultivou junto de Farioli na temporada transata. Começou à esquerda, terminou à direita e esteve quase sempre em bom plano. Além do golo marcado, que garantiu o triunfo num remate de ressaca, levantou uma bola com açúcar para Froholdt, logo aos 6 minutos. A fechar, podia ter bisado, mas quis adornar o lance e acabou por perder a chance.

Gabri Veiga Não começou lá muito bem, errando, logo nos instantes iniciais, um passe simples que podia ter isolado William Gomes. Não desanimou. Aplicou intensidade, juntou-se à primeira linha de pressão e apertou forte e feio com os ingleses. Nas bolas paradas, continua a ser um perigo: foi dele o livre que acabou por sobrar para Pepê rubricar o segundo golo dos campeões nacionais. Rendido aos 68', já em quebra física. Farioli puxa por eles e é normal que (ainda) não dê para tudo...

Inbeom Hwang — O médio sul-coreano era um dos principais motivos de curiosidade do jogo de apresentação e, apesar de ter jogado pouco mais do que 10 minutos, não desiludiu. Com Eustáquio mais atrás, teve liberdade para explorar terrenos mais adiantados. De toque simples, mas muito eficaz, nota-se que tem raciocínio veloz. Aos 87', arquitetou uma grande jogada, que por pouco não terminou em golo. A amostra, mesmo que curta, deixou água na boca. Atenção a ele!

Os 31 jogadores apresentados pelo FC Porto

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