BYD pondera entrada na Fórmula 1: todas as opções do gigante chinês
O fabricante chinês de automóveis BYD está a avaliar diversas formas de entrar na Fórmula 1, desde a aquisição de uma equipa existente até um acordo de patrocínio principal, num cenário de crescente interesse pelo desporto motorizado.
Os rumores sobre o interesse da BYD na Fórmula 1 têm-se intensificado nos últimos meses, alimentados pela presença da vice-presidente da empresa, Stella Li, em Grandes Prémios. Li, figura central na expansão global da marca, esteve presente no Grande Prémio de Abu Dhabi em dezembro e, mais recentemente, no paddock de Xangai.
Apesar de a BYD ser uma marca focada em veículos totalmente elétricos, o interesse num campeonato com unidades de potência híbridas, como a F1, justifica-se pela visibilidade incomparável que a competição oferece. A exposição global, a audiência e o envolvimento dos fãs da Fórmula 1 são considerados argumentos de peso. Além disso, a entrada na F1 poderia servir como uma plataforma de testes e uma montra ideal para a BYD expandir a atuação para o segmento dos híbridos, aproveitando a sua posição de liderança no mercado de elétricos.
O interesse da China na F1 tem vindo a crescer, especialmente após a pandemia, com o Grande Prémio da China de 2026 a esgotar bilhetes e a registar uma assistência recorde de 230.000 espectadores.
A via do patrocínio principal também interessa a outro gigante chinês, o Grupo Geely, que detém marcas como a Volvo, Proton, Polestar e Lotus. O interesse da Geely está ligado ao relançamento da marca Lotus e, há dois anos, o grupo tentou adquirir uma equipa, mas o negócio não se concretizou devido à acentuada valorização das equipas de F1.
Contudo, esta opção não é barata. A crescente popularidade da Fórmula 1 fez disparar os valores, e especialistas da indústria sugerem que um acordo de patrocínio principal, mesmo com uma equipa do meio da tabela, exigiria um investimento superior a 50 milhões de dólares por temporada.