Bruno (não) Faria: jovem leão é lusitanista que faz e muito bem
Nos últimos anos, o projeto do Lusitânia de Lourosa tem sido um dos mais elogiados pela crítica. E a razão é muito simples: o clube apresenta um crescimento sustentado, assente num projeto presidido por Hugo Mendes e cuja direção-geral do futebol está entregue a Nuno Correia, sendo que a par da identidade do clube está também ligada uma ambição que nunca se desliga do realismo. É assim, com passos bem sólidos, que o emblema aveirense tem vindo a trilhar o seu caminho e cujo sucesso ganhou contornos altamente meritórios na época 2024/2025, com a conquista do título de campeão nacional da Liga 3 e a subida ao segundo escalão.
E depois do positivo 12.º lugar na temporada transata, na Liga 2, os leões estão a rugir bem alto na presente campanha: seis jogos, cinco vitórias e um empate, com 11 golos marcados (o segundo melhor ataque da prova, apenas atrás do Penafiel, que tem 13) e apenas quatro sofridos (a defesa menos batida, juntamente com o Vizela).
E quando o coletivo emerge, as individualidades, já se sabe, sobressaem. E são tantas... Mas centremo-nos em Bruno Faria. Precisamente porque o jovem defesa-central, de apenas 22 anos, é um dos pilares do conjunto orientado por Ricardo Silva.
É certo que jogar ao lado de um elemento mais batido, como é o caso de Dylan Collard, traz, por norma, mais vantagem a quem está na rampa de lançamento, mas também não é menos verdade que as qualidades de Bruno Faria irão, com grande dose de certeza, evidenciar-se qualquer que seja o parceiro no eixo da retaguarda e o contexto competitivo em questão.
Tudo porque o portuense já deixou bem claro que tem um conjunto de competências que lhe valerão, a breve prazo, um salto ainda maior na carreira. Do excelente sentido posicional à intensidade nos duelos, ou da velocidade de reação à qualidade na primeira fase de construção, Bruno Faria assume-se como uma das verdadeiras pérolas do Lusitânia de Lourosa, clube ao qual chegou na época 2022/2023, ainda enquanto júnior, e ao serviço do qual subiu patamares com notas de excelência até se fixar-se em definitivo na equipa principal. Soma 51 jogos (cinco golos e uma assistência) na elite dos lusitanistas, sendo que esta temporada é absolutamente indiscutível: cumpriu os 540 minutos nas seis rondas desta Liga 2.
Reforçando que o esquerdino tem apenas 22 anos, olhamos para o horizonte e vislumbramos um futuro extremamente própero para Bruno Faria, cujo contrato com o Lusitânia de Lourosa é válido até junho de 2028. Sendo que, além das competências que demonstra dentro dos relvados, o centralão, confidenciam-nos, é também um exemplo do ponto de vista humano. E quando assim é, o sucesso está sempre ao virar da esquina...
AMADO(U) EM COIMBRA
Tem Matar no nome e se lhe dão muito espaço... ele mata mesmo. Amadou Matar Coundoul chegou esta época a Coimbra e já vai dando cartas com a camisola da Académica.
O gigante (1,94 metros) ponta de lança senegalês, de 24 anos, que está cedido pelos espanhóis do Gijon, (ainda) não é um titular indiscutível, mas já leva três golos em quatro jogos: um para a Liga 2 e dois para a Taça de Portugal. Forte em zonas de finalização, Coundoul ataca também a profundidade com eficácia, o que permite aos extremos e/ou médios interiores aparecerem na área. É grande, mas ainda pode... crescer.
CÉREBRO FLAVIENSE
Em apenas cinco jogos desta época já igualou o número de golos (2) que havia apontado na temporada passada. André Rodrigues tem estado em destaque na hora de visar as balizas contrárias, mas o 10 do Chaves tem como arma principal o cérebro.
Inteligente no posicionamento entrelinhas e sempre com soluções no último terço ofensivo, o criativo, de 28 anos, fixou-se em definitivo em Trás-os-Montes, depois de em 2025/2026 ter estado cedido pelo Marítimo. E se o Chaves tenta inverter a rota após um mau arranque, André Rodrigues tem argumentos para empurrar a equipa para outros voos.
ROLANDO? AH! O CAPITÃO!
Rolando António Pereira Rocha Almeida. Para quem não o conhece, talvez o nome não seja facilmente associado a um jogador de futebol. Mas se lhe falarmos em Landinho, então o caso muda de figura.
O experiente médio, de 33 anos, é já uma instituição dentro do Felgueiras, onde cumpre a quinta temporada e tem tido sempre registos altamente meritórios. Sabe tudo do jogo e isso permite à equipa ter no capitão um verdadeiro ponto de equilíbrio, com e sem bola. Porque Landinho comanda as tropas no que aos posicionamentos diz respeito, assim como sabe organizar em posse. É líder!