Taça de Portugal em marcha: Académica quebra enguiço e segue em frente
Não há mal que dure para sempre e a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, iniciada esta sexta-feira, significou isso mesmo para a Académica, que na deslocação ao terreno do Real Massamá fez valer a lei do mais forte e eliminou a turma da Série 4 do Campeonato de Portugal graças a goleada por 4-1, que quebrou o ciclo negativo de três derrotas consecutivas que a equipa orientada por António Barbosa atravessava na Liga 2, depois de início fantástico, com outros tantos triunfos nas primeiras três jornadas.
Sem mexer em demasia no onze, fazendo troca na baliza (Carlos Alves por Victor Braga), no eixo defensivo (Ni Rodrigues por Guilherme Silva) e no ataque (ilies Fauré por Amadou Coundoul), a Briosa mostrou cedo ao que ia e foi dominadora, imprimindo rapidez e ritmo às ações, ante um Real que jogava (pelo menos) uma velocidade abaixo.
Os estudantes não demoraram a colher frutos da atitude e colocaram-se na frente do marcador aos 8', com Hugo Nunes a servir Amadou Coundoul para o 1-0, com o avançado senegalês a justificar, então, a aposta no 11.
Sem reação muito palpável, o Real foi ficando a jeito para voltar a sofrer, o que aconteceu aos 34', com assinatura de Kévin Zohi, que não desperdiçou a assistência de Rui Gomes.
Coundoul teve o 3-0 nos pés aos 44', mas falhou à frente da baliza, impedindo que a Briosa fosse ainda mais sossegada para o descanso.
O intervalo foi bom conselheiro para a equipa da casa, que procurou reagir, aumentou a intensidade e também beneficiou de um certo relaxamento da Académica. Fez entrar Camilo Acosta ao intervalo e a mudança surtiu efeito, com o extremo colombiano a reduzir aos 52' após belo trabalho na área, contando ainda com desvio de um defesa da Briosa.
A Académica levou o susto a sério, ciente que o 2-0, como se diz na gíria, é o resultado mais perigoso no futebol, e voltou a pegar nas rédeas, para dilatar a vantagem aos 58', graças a bis de Coundoul, agora servido por Leandro Silva.
O Real sentiu o golo, o desgaste físico começou a pesar mais a partir daí e a Académica, que refrescara o ataque após o 3-1, com Ilies Fauré a render Coundoul, viu o ponta de lança francês dar contornos de goleada ao marcador, fixando o 4-1 final aos 90+3', a passe de Alioune Mané, que saltara do banco aos 73'.