Bruno Fernandes revela dicas de Paulinho antes de confronto com o México
Portugal entra em campo na madrugada de domingo para defrontar o México no primeiro particular deste estágio de preparação para o Mundial-2026 e Bruno Fernandes, na ausência de Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva, deverá liderar a equipa com a braçadeira de capitão. Para o luso, esse momento torna-se ainda mais especial por acontecer num estádio «icónico» como o Azteca.
«Sabemos da importância deste estádio no mundo do futebol, é um privilégio poder jogar num estádio tão icónico como este, poder fazer a inauguração da remodelação do estádio, digamos assim. É sempre importante, sabemos que defrontamos também uma seleção que tem muitas presenças em Mundiais, acho que só quatro seleções estão à frente. Uma seleção com bons jogadores, qualidade, é algo que nos leva a pensar que isto é um grande teste, muito importante para nós e para o que queremos mais à frente no Mundial. Jogar num estádio onde a altitude é diferente, é importante para nós para nos apercebermos das dificuldades que podemos encontrar, mas é um estádio icónico e será um privilégio para nós ter este jogo lá», disse em conferência de imprensa, esta sexta-feira, revelando umas dicas dadas por Paulinho.
«Uma das coisas que não sabia é que na Arménia também existia essa altitude e nós fomos lá jogar, e não senti grande diferença. Obviamente que sei que aqui existe ainda mais altitude do que na Arménia. Muda sempre um pouco o respirar, tentar momentos de recuperação, tentar ao máximo recuperar oxigénio para voltar a jogar. Falei com o Paulinho e ele disse-me que a bola viaja mais rápido também, lá no Azteca. É algo que temos de nos adaptar a isso, não só a atacar, como a defender, na relação do passe, a bola poderá ganhar mais velocidade, tirar vantagem disso com os remates fora da área ou todas as possibilidades que consigamos. Aprimorar o cruzamento, mas é importante, é um teste para ver como nos vamos sentir e adaptar, porque se tiver de acontecer durante o Mundial temos de estar preparados para isso», explicou, deixando rasgados elogios ao avançado do Toluca.
«O Paulinho útil vai ser em campo, quando jogar, quando fizer golos para nós, quando ajudar os outros a fazer golos, que também é algo que o Paulinho é muito bom a fazer. Obviamente que tem mais conhecimento dos jogadores do que nós temos, obviamente se alguém quiser ou se alguém precisar de ajuda acredito que vai estar disposto para isso. Mas principalmente o que eu espero é que o Paulinho tenha um bom regresso à Seleção, que possa ser mais um a ajudar, tem muita qualidade como muitos outros que não estão na lista, infelizmente não podemos chamar 50 jogadores. Mas é um sinal de que a seleção tem um lote muito grande e de grande qualidade para estar ao dispor. O Paulinho está aqui para nos ajudar e a fazer golos também», afirmou, sendo questionado sobre os feitos históricos que aconteceram ao longo dos anos no estádio.
«É sempre importante, toda a gente tem estádios onde nós sabemos que são icónicos. Azteca não é um estádio em que poderíamos ter a possibilidade de lá jogar assim tão facilmente e ter a possibilidade de jogar onde aconteceram tantos feitos históricos, e estar num palco para o povo mexicano tão importante, faz com que seja importante para nós. Todos nós temos noção disso, falámos sobre isso, é a mesma coisa quando se vai jogar ao estádio do Sporting, Benfica e FC Porto, estádios que são de clubes com grande renome, história e títulos. Em Itália, o San Siro é o primeiro que vem à cabeça, Old Trafford, Anfield, todos estes estádios que poderemos falar e dizer que são estádios icónicos que marcaram gerações. Este é um deles, para nós um pouco mais longe, mas é uma história muito bonita que este estádio tem e para nós fazer parte disso», apontou, abordando as novas regras no mundo do futebol para o Mundial.
«São mudanças para tentar fazer com que haja mais tempo de jogo, o que é importante, porque os espectadores querem ver o máximo possível, ver futebol, bom futebol. A questão da perda de tempo, sabemos que os clubes e as seleções tentam jogar com isso quando estão em vantagem, vai ser bom no sentido em que vai haver muita coisa a que nos vamos ter de adaptar a que não nos estamos habituados. Nos primeiros jogos acredito que haja muita mudança de lançamento, pontapés de baliza onde o guarda-redes se calhar no início não vai estar tão ativo como tom de estar. Acho que é bom, na Premier League temos os oito segundos para o guarda-redes ter a bola na mão, tem funcionado bem. No início do campeonato houve duas situações onde houve duas situações em que o árbitro deu canto e depois disso acabou por passar, porque os guarda-redes perceberam que não iriam perder muito tempo. É bom para o futebol, são regras para tentar ajudar, nem todos vão estar de acordo, vão haver discordâncias até durante o jogo, a questão dos cantos vai fazer com o que o VAR pare o jogo mais algumas vezes, mas acredito que é para ajudar e temos de estar cientes de que as regras estão lá e temos de as cumprir», justificou.
Questionado ainda pela imprensa mexicana, Bruno destacou Raúl Jiménez, ex-Benfica. «Já me marcou alguns golos também, esperemos que não o faça de novo. Não creio que seja só ele, mas falei com ele na Nike, estivemos juntos e aí e falamos da partida, do que poderia ser jogar no Azteca. E vai ser um jogo muito importante para as duas equipas. México tem outros jogadores muito importantes que não são tão conhecidos como o Raúl, mas temos muito respeito por eles», garantiu, agradecendo a receção dos mexicanos.
«Tudo bem, o clima é perfeito para mim [risos], não via sol assim há muito, mas todos nos tratam bem no hotel, as condições para treinar são muito boas, não podíamos pedir mais. Tentaram de tudo para ser perfeito e não podemos lamentar de nada. Hoje é treinar e depois jogar com o México», finalizou.