Médio garante ter sempre a mesma postura

Bruno Fernandes rende Ronaldo: «A minha postura vai ser sempre a mesma»

Médio do Manchester United vai ser o capitão de Portugal durante este estágio de março, perante a ausência de Cristiano e Bernardo Silva dos convocados, mas garante que nada muda na sua atitude dentro e fora de campo

Na ausência de nomes como Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Rúben Dias, Bruno Fernandes é o líder e capitão de Portugal neste estágio de preparação para o Mundial 2026 e o próprio fez a antevisão ao primeiro particular com o México no novo Azteca, antes de falar Roberto Martínez.

«O estágio ajuda sempre, o facto de podermos estar juntos é sempre bom e importante, porque a ultima vez que isso aconteceu foi em novembro, já lá vai algum tempo. O Mundial começa aproximar-se e é bom termos este tempo para aprimorar as nossas ideias e o que o mister deseja que seja a nossa maneira de jogar e estar durante o Mundial. Jet lag? Existe sempre, mas ao terceiro dia já estamos com o horário em dia», começou por dizer, em conferência de imprensa, esta sexta-feira, analisando a época no Manchester United.

«Tenho tido uma boa época em geral desde que começou e sempre que represento a seleção tento fazer o melhor das minhas capacidades e qualidades para ajudar a seleção a ganhar e a estar mais perto dos objetivos que todos temos como grupo, que é mais importante do que o individual», afirmou, comentando a questão da braçadeira de capitão.

«Sei que nesta convocatória não estando o Cris e o Bernardo sou o jogador com mais jogos pela Seleção. Eu acho que o facto de representar a seleção já por si só, para mim, é o maior feito que tenho na minha carreira, porque representar o teu país e podê-lo fazer em grandes competições, como já tive hipótese de o fazer é espetacular. Não existe essa questão, porque eu venho para aqui para desfrutar, ajuda, fazer o máximo e o melhor pela seleção, fazer com que os meus colegas se sintam melhor, independentemente de estar aqui o Cris, o Bernardo ou o Rúben, ou de não estar, a minha postura vai ser sempre a mesma. Não muda consoante os que estão e não estão, o objetivo que defino para mim enquanto jogador e pessoa é ajudar todos à minha volta e que o melhor de cada um de nós possa vir ao de cima, porque só assim a seleção vai sobressair e sair vencedora», garantiu.

«Isso ainda não sei, não sei se vou jogar, por isso ainda não sei se vou ter a braçadeira ou não, mas obviamente que é um privilégio enorme se assim acontecer. São coisas que não chegamos a sonhar, só estar na Seleção por si só é o maior sonho que alguma vez poderia ter concretizado. Entrar em campo, poder cantar o hino e com a braçadeira de capitão poder liderar a equipa num jogo com um estádio tão icónico como é este, é um motivo de enorme orgulho para mim», admitiu, abordando a candidatura de Portugal à conquista do Mundial.

«Eu não vejo isso como uma pressão ou algo negativo, vejo como algo positivo, porque as pessoas vêm-nos como bons jogadores, boa equipa, com uma seleção que pode fazer coisas boas, então há que ver o lado positivo e fazer disso uma força para nós. Entender que não há que ter medo de nada, mas há que respeitar, porque todos também vão respeitar Portugal. E nós vamos respeitá-los da mesma maneira, mas sabemos que vamos entrar em todos os jogos, com quer que seja, para ganhar», concluiu.