Nycole Raysla protagonizou um dos momentos de maior perigo do jogo, atirando à barra aos 11' (foto SL Benfica)
Nycole Raysla protagonizou um dos momentos de maior perigo do jogo, atirando à barra aos 11' (foto SL Benfica)

Benfica teve cabeça para 'acampada' na liderança da Liga BPI

Triunfo pela margem mínima em Torres Vedras valeu subida ao primeiro lugar com dois pontos de vantagem sobre o Sporting e três sobre o Torreense; e com as hexacampeãs ainda com um jogo a menos...

O fecho da 6.ª jornada da Liga BPI, esta terça-feira, reservou cartaz de alto gabarito, com o europeu Torreense a receber as hexacampeãs nacionais do Benfica em igualdade pontual (12), mas com as águias com menos um jogo, e ambas com a possibilidade, em caso de vitória, de ultrapassarem o líder à condição, o Sporting, na liderança da tabela.

O triunfo acabou por sorrir ao Benfica e de forma justa, ainda que pela margem mínima, com a central Diana Gomes a fazer o primeiro golo da conta pessoal esta época e a decidir o jogo aos 63 minutos com um golpe de cabeça a canto de Marit Lund.

Por força do estatuto, o Benfica, que vinha de derrota (0-3) diante do Arsenal na Champions League, puxou dos galões desde o apito inicial e quis fazer uma espécie de acampada no meio-campo da turma de Torres Vedras — que a meio da semana empatara (2-2) com o Sparta em Praga na Women's Europa Cup —, procurando instalar-se desde cedo nessa zona do terreno para tentar tomar conta das operações e do jogo.

Mas o Torreense não precisou de recorrer a cargas ou a bastonadas para desocupar as encarnadas. Sentiu dificuldades nos primeiros 15', é certo, e viu o Benfica, aos 11', dispor da primeira grande oportunidade do jogo, após aviso (8') de Marit Lund num remate ao lado do poste esquerdo: grande abertura de Caroline Moller para a ala direita do ataque, com domínio de Nycole e um remate desviado que acertou na barra da baliza de Rute Costa.

Depois, e para desocupar o meio-campo, o Torreense não precisou de jogar duro, bastou-lhe subir um pouco as linhas para procurar mostrar sinal STOP ao ímpeto das encarnadas, ainda que mostrando claras dificuldades para esticar o jogo até ao último terço, mas conseguindo, sem dúvida, oferecer um certo equilíbrio ao jogo, a contrastar com o período inicial.

O 0-0 ao intervalo refletia a pouca inspiração dos ataques das duas equipas na partida. Após o descanso, o Benfica teve de esperar até aos 58' para levar sério perigo à baliza do Torreense, num cruzamento de Catarina Amado a solicitar remate de primeira de Caroline Moller, que testou a atenção e reflexos de Rute Costa depois de no lance anterior ter errado o alvo num remate de meia distância.

Cheirava a golo com intensidade e o minuto 63 acabou por confirmar a mexida que se adivinhava no marcador: canto cobrado do lado direito do ataque por Marit Lund, que colocou ao segundo poste, onde apareceu Diana Gomes no apoio ofensivo a cabecear para o lado oposto, com Rute Costa ainda a tocar na bola, mas sem força para a impedir de agitar as redes.

Ivan Baptista não perdeu tempo e promoveu logo a seguir ao golo quatro substituições de uma assentada, injetando sangue fresco (Chandra Davidson, Anna Csiki, Lúcia Alves e Pauleta) nas encarnadas para tentar travar a reação das anfitriãs e manter o jogo nos mesmos moldes. O que acabou por lograr, apesar do forcing final do Torreense nos últimos minutos, já depois de o 2-0 ter sido anulado a Lúcia Alves aos 86', por posição irregular aquando do passe de Chandra Davidson.

Quando falta a inspiração, como foi o caso esta terça-feira, por vezes ter um pouco de cabeça é suficiente para resolver um jogo...

A iniciar sessão com Google...