Sporting passou trauma, mas com sofrimento diante do Valadares
O Sporting voltou a trilhar a rota das vitórias diante do Valadares Gaia, embora tenha passado por momentos de aperto para o assegurar.
Na ressaca da amarga derrota no dérbi eterno da semana passada no Estádio da Luz (1-4) — ferida que deixa sempre marcas na nação leonina —, as leoas entraram expeditas no encontro, respondendo à altura a uma ameaça inicial de Kiki logo aos 4 minutos.
Na sequência de um cruzamento vindo da direita, Telma Encarnação surgiu solta para a finalização, mas a avançada madeirense desenhou um tiro disparatado. Pouco depois, foi MacKenzie Cherry quem desperdiçou o desvio de cabeça.
Ainda antes da meia hora, a equipa verde e branca desbloqueou o marcador num lance de bola parada exemplarmente elaborado: reposição longa de Ágata Filipa para o segundo poste, Érica Cancelinha a servir de cabeça em posição privilegiada e Ana Dias a consumar o primeiro do conjunto de Micael Sequeira. Sem grandes dificuldades, diga-se.
Sem levantar o pé do acelerador, o segundo golo surgiu de penálti, castigando uma falta evidente de Matilde Sousa sobre Emma Ramírez. Na conversão, Telma não perdoou, com direito a paradinha.
No regresso dos balneários, as gaienses demonstraram que não vacilam perante desvantagens e responderam com audácia. Logo aos 51 minutos, a guardiã leonina, Cassandra Coster, agigantou-se entre os postes para travar um disparo de Sara Monteiro.
A partida seguiu sem grandes ocasiões para nenhum dos lados, até ao instante da grande penalidade favorável ao Valadares Gaia. Numa primeira instância, Cassandra Coster susteve o pontapé de Matilde Nave; contudo, com a baliza desguarnecida, Kiki surgiu solta de marcação e reduziu a desvantagem nortenha.
Até ao apito final, a formação de Neide Simões ainda intensificou a pressão em busca do empate, mas as leoas seguraram mesmo os três pontos. Custou, é verdade, no entanto, tal como nos ensina a psicologia, qual é o trauma que se cura sem algum sofrimento?