Benfica: Echeverri chegou à Luz com aprovação de Rúben Dias
Rúben Dias colaborou com o Benfica na contratação de Claudio Echeverri no final do mercado de transferências de verão. A BOLA sabe que responsáveis dos encarnados, antes de avançar em definitivo nas negociações, pediram informações ao defesa-central de 29 anos, que passou pouco mais de 12 temporadas no Benfica até se mudar para o City no verão de 2020. As respostas de Rúben Dias validaram a transferência.
Echeverri, referenciado há muito pelos encarnados, foi o último dos reforços a ser anunciado pelo Benfica. O processo desenvolveu-se com mais velocidade nos últimos dias de agosto, não sem antes se produzir uma chamada telefónica para o internacional português, figura da formação das águias que deixou €68 milhões nos cofres da Luz em 2020.
O médio-ofensivo de 20 anos, recorde-se, foi contratado por empréstimo de uma época pelo Benfica, que poderá acionar cláusula de compra de €21 milhões para ficar com ele em definitivo. O City anunciou a contratação de Echeverri, então com 18 anos, ao River Plate em janeiro de 2024, mas a mudança de Buenos Aires para Manchester aconteceu apenas no verão daquele ano. Na primeira época na Europa, já Rúben Dias era uma das principais figuras da equipa de Pep Guardiola, o jovem argentino, já com quatro presenças na seleção principal, somou apenas três jogos e um golo no City. Na época seguinte, 2025/2026, jogou a primeira metade no Leverkusen (11 jogos) e a segunda no Girona, sem grande sucesso.
O Benfica, ao contactar Rúben Dias, quis saber como era o compromisso profissional de Echeverri, como se treinava, como se integrou na Europa e com os companheiros, também alguns detalhes técnicos, mas, sobretudo, se poderia dar a Marco Silva aquilo que Marco Silva queria, ou seja, um terceiro médio ou segundo avançado com características diferentes de Sudakov, mais criativo e explosivo.
Rúben Dias, que trabalhou uma época e uma pré-época com o argentino, deu garantias que reforçaram a convicção do Benfica para fechar o negócio com o City.
Echeverri estreou-se, domingo, com o Gil Vicente — entrou aos 72 minutos para o lugar de Rafa, jogou atrás de Pavlidis e, após a entrada de Durán, ao lado de Palhinha, um pouco mais recuado.
«Chegou e assumiu a bola, sem medos. Tentou inúmeras combinações, mostrou a utilidade que pode trazer em espaços curtos. Bons sinais», escreveu Luís Mateus, na avaliação individual (nota 6 numa escala de 0 a 10).
Marco Silva ficou satisfeito. «Foi pouco tempo, mas gostei bastante. Ofereceu tranquilidade, não teve medo de arriscar e pedir a bola. Precisávamos deste tipo de jogador naquela posição, muito criativo para chegar à área», disse o treinador, após o jogo com o Gil Vicente, lembrando que Echeverri não teve praticamente uma semana inteira para treinar-se com a equipa.