Prestianni voltou a ser figura na vitória do Benfica — Foto: Sérgio Miguel Santos
Prestianni voltou a ser figura na vitória do Benfica — Foto: Sérgio Miguel Santos

Prestianni não deixa que os outros parem de acreditar (as notas do Benfica)

Jovem argentino continua a ser o farol da equipa pela persistência mesmo quando as coisas não lhe estão a correr na perfeição e esteve em dois golos e no penálti. Pavlidis e Samuel Soares foram decisivos
O MELHOR EM CAMPO: GIANLUCA PRESTIANNI, 7

A lição dos gilistas estava bem estudada. Sempre que a bola entrava diretamente nos canais, sobretudo em Rafa e em Prestianni e estes se encontravam de costas para a baliza de Lucão, a pressão era imediata e agressiva. Sentiu dificuldades para se virar na direção certa, mas até aí foi melhorando com o decorrer do jogo. Aos 20', colocou a bola para a finalização de cabeça de Pavlidis, mas o grego desperdiçou. Nove minutos depois, foi a sua presença na área, que tantas vezes ensaiou sorrateiramente com Schjelderup, que obrigou Esgaio a um mau corte para o 1-1, assinado com classe por Pavlidis. Na reta final, mesmo cansado, voltou a ser procurado pelos colegas e respondeu: bola à barra aos 86', participação na jogada que resultou no penálti sobre Aursnes logo depois e mais um golaço, ao seu estilo, já na compensação.

SAMUEL SOARES (6) — Um golo sofrido num 1x1 complicado, um ou outro susto e a defesa mais importante da noite, aos 90+2', a sair rápido dos postes para evitar o 2-2 perante Lausen.

BANJAQUI (5) — Primeiros minutos de grande participação no ataque, com Rafa e Barreiro por perto, mas a chama apagou-se com o golo do Gil Vicente, em que divide, embora não em partes iguais, a culpa com os centrais. Tornou-se um pouco trapalhão no 1x1 e ganhou poucos duelos na largura, perante a presença de Gil Martins, e nota-se que precisa de crescer em confiança para alcançar o potencial que todos lhe reconhecem.

TOMÁS ARAÚJO (5) — A exemplo do que aconteceu com o colega do lado, esteve bem melhor com a bola nos pés, do que sem ela. Dificuldades no alinhamento com Banjaqui no golo sofrido, o que permitiu o sucesso do passe nas suas costas. Continuam as dificuldades nos duelos, mas fundamental na quebra de linhas de pressão com o passe, fazendo entrar diretamente a bola nos canais interiores, em Rafa ou Prestianni.

LENGLET (6) — Era o único dos envolvidos no golo gilista que tinha a visão completa do que se estava a passar. E travou quando devia ter ido à dobra. No entanto, meteu inúmeros passes verticais, que fizeram a equipa embalar.

DAHL (5) — Aquele passe desastrado perto do fim, podia ter comprometido a reviravolta da equipa, mas não é só isso. Percebe-se que seja um dos pontos de equilíbrio de uma equipa que muito se projeta, mas foi claramente insuficiente no ataque, quando a equipa tinha de desmontar uma linha de 5. Esforçado e pouco mais.

BARREIRO (5)— As movimentações de sempre, desta vez quase sempre bem bloqueadas, com os gilistas a retirarem a profundidade ao ataque encarnado. Na única que passou, aos 9', cabeceou por cima, após bom passe de Lenglet. Saiu, sem surpresa, aos 58'.

ENZO (4) — Voltou à sua pior versão, sendo incapaz de travar as saídas gilistas para o ataque. O amarelo aos 12', por entrada tardia sobre Zé Carlos, deu o mote para exibição cinzenta. E que poderia ter tido outro tom, se tivesse cabeceado bem logo aos 3'.

RAFA (4) — Muito apagado. Raramente se conseguiu virar sob pressão e acelerar. Quase sempre ausente do fluxo ofensivo, à exceção do arranque, acabou por ficar tempo a mais em campo, com o treinador à espera de um rasgo que valesse a paciência. O elo mais fraco há alguns jogos. Ainda assim, um ou outro momento de atenção na reação à perda.

SCHJELDERUP (6) — Voltou a ser titular e, apesar de a química com Prestianni continuar a ser muito de valorizar, não esteve propriamente feliz. Todavia até isso tem aprendido com o argentino: é preciso continuar a tentar.

PAVLIDIS (7) — O grego é capaz do melhor momento de requinte técnico, como no 1-1, como de ser demasiado cru na finalização, caso das claras oportunidades falhadas aos 20' e 68', com a bola nesta última jogada a vir ter consigo após um ressalto. Acabou por bisar de penálti e manter o belo arranque de temporada, mas pode melhorar na definição das jogadas.

AURSNES (6) — Entrou, recebeu a braçadeira de Tomás Araújo e tocou a reunir. Aos 86', viu uma bola alta e acreditou que podia ganhá-la. E assim sofreu o penálti que garantiu a reviravolta.

PALHINHA (5) — O amarelo na primeira falta condicionou-o. Ainda assim, útil como sempre.

ECHEVERRI (6) — Chegou e assumiu a bola, sem medos. Tentou inúmeras combinações, mostrou a utilidade que pode trazer em espaços curtos. Bons sinais.

LUKEBAKIO (-) — Entrou a recuperar a bola e a Luz vibrou, mas a definição dos cruzamentos continua débil.

DURÁN (-) — Entrou para o assalto final.

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