Luis Suárez sofreu e converteu penálti - Foto: IMAGO
Luis Suárez sofreu e converteu penálti - Foto: IMAGO

Até Suárez se riu da obra de arte de Zalazar (as notas do Sporting)

Goleador colombiano converteu o penálti, que ele mesmo sofreu, para dar a volta ao resultado. Uruguaio parecia desinspirado mas num livre direto pintou o 3-1 de forma genial. Geny Catamo voltou a marcar
O melhor em campo: Luis Suárez (7)

Na primeira parte parecia que se preparava para passar ao lado do jogo, muito por culpa da forma como o Galatasaray se instalou no meio-campo leonino e o impossibilitava de se mostrar como líder do ataque leonino. Com pouco jogo nessa altura só no final da primeira parte deu ar da sua graça com remate forte mas à figura de Ugurcan Çakır, aos 45+2', aproveitando erro da defesa turca. Foi o primeiro aviso que os de Istambul deveriam ter tomado por muito perigoso. Com o intervalo, tal como todo o leão, ressurgiu a mandar e a comandar o ataque, aparecendo nos espaços que os turcos lhe davam agora no seu raio de ação. Desbloqueou o jogo com o penálti que sofreu e a conversão que assumiu para o 2-1. Uma oportunidade para sorrir e... sorriu. E riu-se outra vez quando viu Zalazar desenhar o 3-1 com mestria.

6 Rui Silva — Por duas vezes defendeu mas numa delas já para lá da linha de golo, começava cedo o Sporting a sofrer (5'), falha defensiva sem culpas do guarda-redes que se esforçou... em vão. Após saída hesitante a lançamento feito cruzamento, defendeu seguro remate de Sallai(30'). Dos seus pés saiu passe genial para Doumbia isolar Suárez, que na sequência sofreu penálti. Fundamental a... lançar a reviravolta.

5 Vagiannidis — Não foi pelo seu lado que o Galatasaray mais perigo criou mas ainda assim esteve sempre amarrado. Sem sem comprometer a defender nem sobressair a atacar.

7 Eduardo Quaresma — Com o Galatasaray instalado no meio-campo leonino, trabalho defensivo intenso para o central. No 0-1 não conseguiu intervir quando a bola foi lançada no seu raio de ação. Mas foi quando aos 27' saiu com a bola em velocidade que galgou terreno, tirou do lance três adversários e acabou fundamental na origem do empate. Aos 38' antecipou-se ao perigo que os turcos prometiam e a partir daí foi sempre a crescer, seguro a defender, pronto a lançar a equipa e nem indisposição o parou.

5 Gonçalo Inácio —Com barba pela cara com o trabalho que Sané e Baris Yilmaz lhe deram, começou a tremer logo mesmo antes do 0-1, em que também não conseguiu o corte e depois traiu Rui Silva com autogolo. Como a equipa, subiu de produção com o tempo.

7 Maxi Araújo — O lado direito do ataque turco prendeu-o em zona mais recuada. Quando viu nesga de terreno, porém, não hesitou em subir como no lance que terminou no 1-1 de Geny Catamo. Terminou desgastado tal o esforço que emprestou à equipa para parar secar Baris Yilmaz.

7 Altimira — O Galatasaray povoou muito o miolo e o espanhol de início demorou a entender como podia segurar o meio-campo. Quando assentou, equilibrou o leão, gestor de esforços e comandante da casa das máquinas que na segunda parte nunca falhou. Teve o 4-1 na cara de Çakir mas permitiu a defesa aos 71'.

6 Doumbia — Muitas vezes anda ainda a apalpar terreno, perdido no meio-campo e nas ações para encurtar espaços. Aos 54' recebeu de Rui Silva e isolou Suárez na origem do penálti de onde resultou o 2-1, intervenção fundamental.

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7 Geny Catamo — Sempre pela direita, é grande desequilibrador do leão. Ismail Jakobs não abriu muito espaço e foi quando aos 27' apareceu em zona mais interior, na área, que aproveitou a bola que lhe sobrou para empatar e desbloquear um jogo que estava difícil.

7 Zalazar — O desafio dos 16 golos da época passada foi lançado por Rui Borges e durante 63' não se viu como poderia o uruguaio, no centro ou na esquerda na fase final da primeira parte, responder ao repto do treinador. Só que num livre descaído para a esquerda pintou a tela com uma obra de arte ao ângulo superior direito. Genial!

6 Luís Guilherme — Lançado na vez de Flávio Gonçalves pela esquerda, andou muito tempo perdido se não mesmo desaparecido. Como um fantasma, pisou depois terrenos interiores até ao intervalo, sem que se visse. Só aos 62' se soltou de amarras e avançou até forçar falta em terreno perigoso: inspirou Zalazar a pintar a tela. Depois, grande compromisso defensivo que o tirou do jogo esgotado.

5 Flávio Gonçalves — Na gestão de Rui Borges, só entrou aos 66'. Interventivo noutra gestão, na do jogo já em 3-1.

6 Silas Andersen — No lugar de Doumbia foi muito importante na luta que levou o leão a ganhar o meio-campo, sobretudo na recuperação e gestão de tempos.

5 Ioannidis — Com o leão já confortável no 3-1, esboçou uma ou outra tentativa para descansar ainda mais a equipa.

5 Debast — Entrou aos 84 e emprestou concentração.

6 Fresneda — Não deu um palpo de chances a Rafa Leão!

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