Froholdt despediu-se da época com uma ótima exibição
Froholdt despediu-se da época com uma ótima exibição

Froholdt não foi em festas antes do Douro, da Ribeira e dos Aliados (as notas do FC Porto)

O jogo da consagração do novo campeão teve alguns momentos de qualidade (e até de equilíbrio, antes do FC Porto fazer valer a sua força), mas ficará na memória de quem o viu, sobretudo pelo que significou para os dragões. Victor Froholdt guardou os festejos apenas para a noite…
Melhor em campo

Victor Froholdt (7) - O internacional dinamarquês, de 20 anos, provavelmente o jogador mais influente dos dragões ao longo da temporada, encaixando-se como uma luva no sistema que Farioli implantou, deve ficar como exemplo de prospeção bem conseguida: é jovem, joga que se farta, tem potencial de crescimento, e mais ano, menos anos, encherá os cofres do FC Porto. No jogo com o Santa Clara, que os dragões começaram com uma intensidade ‘baixinha’, o dinamarquês foi o mais inconformado, metendo velocidade e agressividade defensiva em todas as ações. Dessa forma, pelo exemplo, levou a sua equipa às costas para patamares competitivos mais elevados. Como cereja no topo do bolo, foi dele o cruzamento, violento, que embateu em Sidney Lima e deu o golo da vitória ao FC Porto.

Diogo Costa (6) - Tarde de pouco trabalho, já que o Santa Clara, apesar de ter tido dois remates que saíram  muito perto do alvo, não enquadrou nenhum remate na baliza azul-e-branca. O internacional português revelou-se rapidíssimo, aos 34 minutos, a antecipar-se a um adversário após cruzamento da direita. Merecida a ovação que lhe foi tributada quando saíu, aos 71 minutos.

Alberto (6) - Teve uma grande jogada, pela direita, aos 21 minutos, onde ultrapassou vários adversários, com um túnel à mistura. Entendeu-se razoavelmente com William Gomes, que demorou a entrar em jogo, e realizou um corte notável, aos 54 minutos, a evitar um contra-ataque perigoso dos insulares.

Bednarek (6) - Melhor na segunda parte do que na primeira, que começou lento e desconcentrado. Depois aproximou-se do seu normal e operou dois cortes de qualidade, aos 73 e 84 minutos.

Kiwior (7) - Bom jogo do defesa polaco, certo e seguro, quer no centro quer na esquerda, para onde derivou aos 81 minutos. Notáveis os passes longos que realizou e poderosos os remates que fez aos 26 minutos (pouco ao lado) e aos 30, de livre direto, a obrigar João Afonso a uma intervenção meritória. 

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Francisco Moura (6) - Tapado, no corredor esquerdo, pelo posicionamento de Borja Sainz, esteve menos em evidência que o habitual. Fez, sobretudo, um jogo atento defensivamente, saindo visivelmente combalido (bolada na cara) aos 81 minutos.

Alan Varela (6) - Outro jogador que que demorou a entrar na partida. Quando o fez recuperou rotinas (a ajudar os centrais, por exemplo) e teve, aos 31 minutos, um remate fortíssimo que o guarda-redes do Santa Clara parou com dificuldade. 

William Gomes (7) - Cresceu bastante ao longo da época e a jogar de pé trocado, na direita, tornou-se não só num quebra-cabeças para o lateral, mas acima de tudo num desequilibrador nato, quando deriva para o meio. Ficou na retina a suprema qualidade da sua receção de bola, que a seguir endossou a Froholdt, no lance do golo portista. Vale a pena vê-la em pormenor.

Rodrigo Mora (7) - Dá-se um prémio a quem adivinhar em que posição do campo irá fixar-se este enorme talento. Com os açorianos, começou no meio-campo, onde esteve perto de marcar (defesa da tarde, aos 17 minutos) e ganhou livres perigosos à entrada da área forasteira. Por vezes demasiado agarrado à bola e com pouco poder físico no um-contra-um, Mora terminou como falso ponta-de-lança e quase faturou, de cabeça, aos 59 minutos.

Borja Sainz (5) - Tem um estilo generoso, coletivo, que prejudica em picardias desnecessárias. Com o Santa Clara acabou por não ter a influência de outras jornadas.

Deniz Gul (5) - Não lhe correu bem o jogo. Num estilo em que vai a todas, ‘estragou’ duas jogadas de ataque por faltas desnecessárias sobre os defesas, e revelou dificuldades técnicas. Foi pouco expedito (43), quando Mora lhe ofereceu uma bola envolta em açúcar.

João Costa (5) - Um sonho tornado realidade, 24 minutos (19 mais cinco de compensação) que jamais esquecerá. Ainda cortou, com eficácia, um cruzamento da esquerda aos 77 minutos.

Nehuén Pérez (5) - um regresso à competição que lhe soube pela vida. E quase marcou, num remate à meia-volta, aos 88 minutos.

Pietuszewski (5) - Deu mais alguma intensidade ao flanco esquerdo, mas revelou-se demasiado ansioso, querendo fazer tudo com press a mais. Bom momento aos 87 minutos, quando obrigou João Afonso a uma grande defesa.  

Gabri Veiga (5) - Integrou-se bem na equipa e foi um dos responsáveis pela forma como o Santa Clara baixou linhas, por não conseguir suportar uma intensidade mais alta. 

Bernardo Lima (5) - Juntou aos títulos de campeão do Mundo de sub-17 e de campeão nacional de sub-19, o de campeão nacional absoluto em 2025/26. Emblemático, num clube formador.

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