Árbitro considerou falta de Pablo sobre Raya, num lance semelhante a muitos que ocorreram esta época #DAZNPremier

Associação de árbitros de Inglaterra quer rever puxões na área nos cantos

Howard Webb, antigo árbitro e atual presidente do organismo, admitiu a necessidade de reavaliar a situação

A associação de árbitros profissionais de futebol de Inglaterra (PGMOL) irá analisar, no final da presente temporada, a forma de lidar com os puxões de camisola dentro da área durante a marcação de pontapés de canto.

A confirmação foi dada por Howard Webb, antigo árbitro e atual presidente do organismo, que admitiu a necessidade de reavaliar a situação: «Estamos em constante diálogo com clubes, grupos de adeptos e outras entidades sobre o tipo de jogo que pretendem e como querem que sejam arbitrados. Esta época tem sido atípica em termos de número de contactos na área, o que cria mais dificuldade aos árbitros.»

O líder da PGMOL indicou que, embora tenham sido assinalados mais penáltis por puxões de camisola do que na época passada, outras situações ficaram por sancionar. «Marcámos mais penáltis por puxões de camisola do que no ano passado, mas também deixámos passar alguns», reconheceu, sublinhando a importância de identificar as ações que realmente impactam o jogo.

A polémica reacendeu-se após o dérbi londrino de domingo entre o West Ham, de Nuno Espírito Santo, e o Arsenal. Na compensação, um golo que daria o empate aos hammers foi anulado após um puxão de camisola do avançado brasileiro Pablo, ex-Gil Vicente, sobre o guarda-redes David Raya. A decisão do árbitro Chris Kavanagh, tomada após quatro minutos e 17 repetições, confirmou a vitória dos gunners por 1-0 e deixou o West Ham em situação delicada na luta pela manutenção, a duas jornadas do fim da Premier League.

No final do encontro, o treinador do West Ham, Nuno Espírito Santo, manifestou o seu descontentamento com a falta de critério. «Há circunstâncias do passado que foram avaliadas de forma diferente. Nem os árbitros sabem o que é falta e o que não é. Olhem para cada canto na Premier League e verão que algo semelhante acontece, não só hoje, mas em todos os campos. Falo da falta de consistência. Os jogadores estão confusos e frustrados, e não entendem. É perturbador», criticou o técnico português.

A eficácia do Arsenal em lances de bola parada, que já resultou em 17 golos de canto esta época — um novo recorde na Premier League —, também tem sido alvo de comentários. David Moyes, treinador do Everton, chegou a classificar as táticas dos gunners como «artes das trevas», referindo-se à forma como conseguem «bloquear o guarda-redes pela frente ou por trás, bloquear os defesas e dificultar a sua ação a cabecear».

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