Arne Slot e o jogo com o PSG: «A abordagem não será muito diferente»
Arne Slot treinador do Liverpool, afirmou que a abordagem da equipa para a segunda mão dos quartos de final da UEFA Champions League frente ao PSG não será muito diferente da do primeiro jogo, apesar da desvantagem de dois golos. Os reds recebem os parisienses pelas 20 horas.
«As pessoas provavelmente acharão muito difícil de acreditar no que vou dizer agora, mas a abordagem para amanhã não é tão diferente da que tivemos em Paris, porque quem me conhece sabe que nunca monto uma equipa para lhes dizer que se metam num bloco baixo durante 90 minutos», afirmou o técnico do Liverpool. «Na verdade, se virmos o jogo com atenção, nós pressionámo-los bem alto em várias ocasiões. Infelizmente, sete ou oito desses momentos resultaram em situações de um contra um com o nosso guarda-redes», explicou.
Para o jogo em Anfield, a filosofia manter-se-á. «A abordagem amanhã será novamente a de correr o risco, porque é disso que precisamos. Para lhes tirar a bola, é preciso pressioná-los, e vimos como é difícil pressionar estes jogadores. Mas foi o mesmo na época passada e Anfield fez uma grande diferença para nós, e espero que faça uma grande diferença para nós amanhã também», acrescentou.
O treinador sublinhou a importância de os jogadores se lembrarem das capacidades, apesar do resultado adverso em Paris. «A sensação foi completamente diferente, como todos sabemos, mas o resultado final foi 0-2. Já demonstrámos tantas vezes em grandes jogos esta época que somos capazes de fazer uma grande exibição», disse.
«Também já mostrámos uma faceta completamente diferente, estou plenamente ciente disso, mas muitos dos jogos que fizemos também foram muito bons. Especialmente nos grandes jogos. Nos 49 jogos que disputámos em casa, em 36 ocasiões conseguimos marcar dois ou mais golos. Sim, não jogámos todos esses 49 jogos contra o Paris Saint-Germain, tenho noção disso, mas os adversários da Premier League e da Liga dos Campeões que tivemos foram muito fortes», detalhou.
A concluir, o técnico mostrou-se confiante, mas ciente da magnitude do desafio: «Existe a crença de que podemos fazer coisas especiais amanhã, mas precisamos de ser muito, muito, muito especiais para o conseguir. Estamos a jogar contra os campeões da Europa, o que torna a tarefa mais difícil, mas não impossível.»