João Neves e Vitinha no final do jogo
João Neves e Vitinha no final do jogo - Foto: IMAGO

Quem tem João Neves e Vitinha tem tudo (crónica)

PSG dominou e venceu o Liverpool, por 2-0, mas poderiam ter sido mais. Portugueses controlaram o meio-campo e o ex-Benfica ainda ofereceu o golo a Kvaratskhelia

PSG passeou no Parque... dos Príncipes. Apesar de Luis Enrique não ter admitido o favoritismo para esta eliminatória dos quartos de final da UEFA Champions League, a má forma do Liverpool assumia isso mesmo e prova disso foi a estratégia de Arne Slot em Paris... defender.

O técnico neerlandês optou por alinhar com cinco defesas, com Kerkez e Frimpong nas alas, Gomez, Van Dijk e Konaté no centro, mas não funcionou tão bem como esperava. Os parisienses venceram por 2-0, poderiam ter sido mais, e deram um grande passo rumo às meias-finais, embora ainda não esteja decidido.

Já Luis Enrique não inventou e lançou os três habituais lusos a titular. Nuno Mendes teve alguns bons momentos de ataque e até apanhou um susto à meia-hora de jogo (parecia se ter lesionado, mas não foi o caso), enquanto João Neves e Vitinha controlaram o meio-campo, tanto defensivamente como ofensivamente.

Perante o estilo mais defensivo dos reds, os visitados optaram pelos ataques rápidos e as bolas longas, mas não foi assim que surgiu o primeiro golo. Num lance de insistência, Doué aproveitou uma breve descordenação adversária para visar o remate e, graças a um desvio de Gravenberch, a bola saiu do alcance de Mamardashvili.

Estava assim desfeito o nulo, mais cedo do que antecipado e sem uma oportunidade real de golo, mas o PSG continuou a pressionar e podia ter feito o 2-0 antes do intervalo. Kvaratskhelia obrigou o compatriota a uma grande intervenção (32') e logo depois evitou o bis de Doué (38'), num um para um. Seria assistência de Nuno Mendes.

A grande oportunidade do Liverpool foi de Frimpong, após um momento individual espetacular de Wirtz, mas o neerlandês atirou para fora. Para a segunda parte nada mudou e Dembélé protagonizou o falhanço do jogo, ao atirar por cima após uma bela jogada coletiva e um erro de Mac Allister.

Não assistiu Nuno Mendes assistiu João Neves e com um brilhante passe a rasgar toda a defesa do Liverpool. Kvaratskhelia entrou em sintonia com o médio luso, passou pelo guarda-redes e festejou o 2-0.

Logo a seguir, o árbitro assinalou penálti e podia ter virado um cenário de pesadelo para os reds em Paris, mas o VAR chamou o espanhol à razão, considerando que o toque de Konaté em Zaire-Emery não foi suficiente. Porém, já na compensação, Nuno Mendes foi empurrado pelo francês e tinha motivos para pedir grande penalidade, mas não foi assinalada pela equipa de arbitragem.

Arne Slot só decidiu mudar depois disso, já aos 78 minutos, e com quatro substituições de uma vez, mas não mudando a tática. Mesmo assim, não houve reação e o 3-0 podia ter acontecido, mas Dembélé, após combinar com Kang-In, acertou com estrondo no poste. Nuno Mendes também teve hipótese de fechar a eliminatória, mas baralhou-se a driblar e deixou-a ainda em aberto.

Resta ao Liverpool reagir em Anfield, mas a situação não está promissora. Na época passada, os reds ganharam ao PSG em Paris, por 1-0, mas foram eliminados em casa nos penáltis dos oitavos de final. Procuram a remontada rumo à vingança, só que os parisienses não têm jogo a meio da semana.