Árbitros da Liga 3 exigem aumentos e travam ação de formação
Os 22 árbitros de categoria C3, que dirigem jogos da Liga 3, atrasaram o início da Ação de Reciclagem e Avaliação (ARA) que deveria ter tido início esta segunda-feira, em Tomar, de forma a preparar o arranque da competição, marcado para a próxima sexta-feira.
Antes do arranque da ARA, os juízes fizeram questão de reivindicar, junto do Conselho de Arbitragem, aumentos nas remunerações e subsídios, recusando-se a dar início à formação.
Ao que A BOLA apurou, a decisão não foi unânime, mas tendo colhido o apoio da maioria dos árbitros os trabalhos foram mesmo adiados.
Árbitros, Conselho de Arbitragem (CA) e Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol foram mantendo conversações ao longo da tarde e já noite adiantada ainda não era claro se a ação — prevista para durar até quarta-feira — irá ter lugar.
Certo é que, ao contrário do que sucedeu na semana passada com os árbitros das duas principais categorias, o Conselho de Arbitragem não se colocou do lado dos juízes.
Em cima da mesa, há poucos dias, estava a reivindicação de um pedido de desculpas por parte do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que tinha sido escutado em áudios ilegais de há dois anos, entretanto tornados públicos, a criticar o setor. Esteve em causa, recorde-se, a participação da equipa de arbitragem nomeada para a Supertaça Cândido de Oliveira, mas uma intervenção de Pedro Proença juntos dos árbitros, já de madrugada, em Tomar, resolveu a situação, pelo menos no momento.
Desta feita, porém, o CA entende que os árbitros C3 se colaram ao movimento das categorias principais apenas por interesse na melhoria das remunerações, e isso não caiu bem entre os dirigentes.
Segundo fontes federativas contactadas por A BOLA, a Liga 3 arranca na sexta-feira independentemente da posição que vier a ser tomada por estes árbitros. Em caso de paralisação, o CA conta recorrer a juízes das duas principais categorias para garantir a arbitragem dos jogos da competição.
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