Jenny Simpson
Jenny Simpson

Antiga campeã mundial abandona após paragem cardíaca: «Capítulo encerrado»

Multimedalhada nos 1500m em Jogos e Mundiais, mas que mais tarde se dedicou ainda aos 5000 e meia-maratona sem o mesmo sucesso, Jenny Simpson deixa de correr ao descobrir que tem uma rara doença cardíaca hereditária

Jenny Simpson (39 anos), campeã mundial em Daegu-2011 nos 1500 metros e medalha de bronze nos Jogos do Rio-2016, anunciou, aos 39 anos, que nunca mais voltará a correr. Em junho, durante uma corrida, desmaiou e sofreu uma paragem cardíaca, momento após o qual descobriu ter uma rara doença cardíaca hereditária.

Natural de Webster City (Iowa), Estados Unidos, Simpson iniciou a carreira ao mais alto nível no atletismo em 2008, quando competiu nos Jogos de Pequim. Participou também nas edições de Londres-2012 e Rio de Janeiro-2016, onde registou a única presença num pódio olímpico.

Além disso, Simpson conquistou três medalhas mundiais: ouro em Daegu-2011; e duas de prata Moscovo-2013 e Londres-2017. A atleta retirou-se da atividade profissional em 2024, mas continuou a participar em diversos eventos.

Em junho, enquanto ditava o ritmo para um grupo de corredores na Carolina do Norte, Simpson desmaiou, sofrendo uma paragem cardíaca. Dois meses após este incidente, anunciou que não voltará a correr e que este capítulo está encerrado.

«O meu coração ficou gravemente ferido e chocado. E os meus pulmões também sofreram. Fui diagnosticada com uma rara doença cardíaca hereditária, chamada cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito [CAVD], declarou Simpson, citada pela BBC Sport.

«O meu futuro é um presente incrível. Está cheio de esperança e continuará a ter um grande propósito. Mas o meu diagnóstico também significa que seria perigoso para mim voltar a correr. Esse capítulo está encerrado. Felizmente, a minha história não», acrescentou a atleta.

«Estou profundamente grata pela carreira que tive. Experimentei tudo – desde as trincheiras dos treinos até estar no degrau mais alto do pódio enquanto o nosso hino nacional enchia o estádio», concluiu .

De acordo com a fonte mencionada anteriormente, a CAVD é uma doença genética em que as proteínas que normalmente mantêm a coesão das células musculares cardíacas não funcionam corretamente, o que leva à morte das células musculares do coração, e assim o coração deixa de bombear o sangue de forma eficiente para o organismo.

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