Carlo Ancelotti em conferência de imprensa
Carlo Ancelotti em conferência de imprensa

Ancelotti: «Quem diria que a Argentina iria sofrer contra Cabo Verde?»

Selecionador do Brasil fez a antevisão ao duelo com a Noruega, nos oitavos de final do Mundial 2026, e falou dos Tubarões Azuis

Carlo Ancelotti confirmou que já decidiu quem irá substituir Lucas Paquetá no onze do Brasil para o jogo contra a Noruega, a contar para os oitavos de final do Mundial 2026. No entanto, o selecionador do Brasil optou por não revelar o nome do escolhido, apesar de ter mencionado Danilo e Martinelli como possíveis opções.

«Não temos no plantel jogadores com a qualidade de Lucas Paquetá. Temos de substituí-lo com outros jogadores. Danilo é diferente de Gabriel, que é diferente de Cunha, que é diferente de Éderson», explicou o técnico, acrescentando: «Teremos em conta o que é melhor para a equipa, sabendo das forças do adversário.»

O critério principal para a escolha, segundo Ancelotti, será a capacidade de o jogador cumprir a função defensiva no lado esquerdo, tal como Paquetá fazia. «A nível defensivo, [precisamos de] alguém que possa recompor pela esquerda quando a equipa não tem a bola. Martinelli e Danilo podem fazer isso», detalhou. Já no plano ofensivo, a tarefa será ocupar o espaço entre o centro e a esquerda do ataque. Na antevisão ao embate com a Noruega, que tem sido um dos destaques da prova, Ancelotti recordou a prestação de Cabo Verde.

«Quem diria que a Argentina iria sofrer contra Cabo Verde? Ninguém. Futebol moderno é assim. Não é uma falta de Argentina, é um parabéns a Cabo Verde, a seus jogadores, treinador, para jogar um jogo tão bonito», atirou.

Raphinha pode ir a jogo

Boas notícias para o Brasil. Raphinha, que recuperou de uma lesão, participou nos dois últimos treinos e poderá ser uma opção para o banco de suplentes frente à Noruega.

«Raphinha está a evoluir muito bem, não está a 100%, mas pode estar disponível no banco e jogar alguns minutos ou ser útil em alguns momentos. Recuperou muito bem e muito rápido, estamos felizes com isso porque Raphinha é muito importante para a equipa», afirmou Ancelotti.

O treinador italiano destacou a importância da experiência da sua equipa em jogos decisivos, recordando a reviravolta nos descontos contra o Japão, com um golo de Martinelli. «A experiência é um aspeto muito importante. Ter uma equipa experiente com jogadores habituados a este tipo de nível é importante», sublinhou.

Ancelotti também valorizou a diversidade de opções no banco de suplentes, lembrando que jogadores como Neymar não foram utilizados contra os nipónicos. «É muito importante porque temos [jogadores] realmente diferentes no banco. Temos de ter em conta sempre que o jogo não acaba no minuto 90. Pode ser que o jogo tenha prolongamento, e jogadores frescos podem mudar o jogo», disse.

Análise à Noruega

Questionado sobre a Noruega, Ancelotti elogiou Odegaard, que treinou e dispensou no Real Madrid. «Vimos que era muito talentoso no Real Madrid. Mudou de clube, é um jogador importante para o Arsenal e está a mostrar as suas qualidades. Cresceu, é muito inteligente e conhece muito bem o jogo», disse.

Sobre a ameaça de Haaland, o técnico descartou a necessidade de uma marcação especial. «Toda a gente conhece o Haaland, não tenho de explicar ao meu defesa como joga o Haaland. O Gabriel Magalhães conhece-o melhor do que eu porque jogou contra ele muitas vezes. Estamos focados em preparar bem o jogo, incluindo as características de Haaland, que temos de ter em conta que é um avançado muito, muito perigoso», rematou.

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