ANCAF desafia clubes a fazerem-se à vida...
O futebol angolano vive, esta semana, um dos seus momentos mais aguardados com a formalização da UNITEL como patrocinador oficial do Girabola, agora sob a égide do formato de Liga. No entanto, o tom festivo da cerimónia que uniu a UNITEL, FAF e ANCAF foi acompanhado por um recado directo e pragmático de João Lusevikueno.
O presidente da Ancaf foi incisivo ao abordar a gestão financeira dos clubes que integrarão a nova estrutura competitiva. Para Lusevikueno, o aporte financeiro da Unitel deve ser visto como um catalisador e não como a solução única para as dificuldades crónicas das equipas nacionais.O aviso do presidente da ANCAF foca-se na tendência de dependência que tem caracterizado muitos clubes do Girabola ao longo dos anos.
«Os clubes não podem esperar apenas por este patrocínio. É um balão de oxigénio, sim, mas a gestão moderna exige que cada emblema tenha a sua própria capacidade de gerar receitas», sublinhou o dirigente. João Lusevikueno instou as direções dos clubes a serem proativas na busca de parceiros locais e na criação de estruturas de marketing, que permitam capitalizar a visibilidade que a nova LIGA terá. Segundo o responsável, a entrada de um "player" do peso da Unitel eleva a fasquia de exigência para todos os intervenientes.
De recordar que foi assinado na passada segunda-feira, 26 de Janeiro, um acordo com a duração de três anos, entre a UNITEL, FAF E ANCAF, originando assim um novo nome da primeira divisão de futebol de Angola, agora, Liga Unitel Girabola.Os valores envolvidos não foram oficialmente divulgados, mas A BOLA sabe que devem rondar o equivalente a 2,5 milhões de euros.