«Temos de manter a ambição e não há melhor palco do que o Dragão»
O Alverca garantiu a permanência na Liga, mas nem por isso pensa em tirar o pé do acelerador no que resta do campeonato. O primeiro desafio é a visita ao FC Porto, líder da classificação, que pode fazer a festa do título frente aos ribatejanos.
«Esperamos um bom jogo, contra uma grande equipa, a que tem mais vitórias no campeonato, 26, e apenas uma derrota. O nosso grande objetivo é um Alverca competitivo», garantiu o técnico, que relativizou a questão da falta de pressão da equipa, com a manutenção assegurada.
«Isso da pressão é relativo porque nós que trabalhamos no futebol queremos sempre mais, queremos fazer sempre melhor. Depois de um grande objetivo ainda temos três jogos, um grande jogo no Dragão contra uma grande equipa, e o que queremos é continuar igual a nós mesmos sendo competitivos. É importante que a equipa mantenha essa ambição. A tranquilidade surge porque conseguimos um grande objetivo. Mas temos de deixar de ser nós mesmos? Não, temos de manter essa ambição, temos de querer fazer melhor em todos os jogos, temos de mostrar-nos como equipa e individualmente. E não há melhor palco neste momento do que o Estádio do Dragão. É o momento certo, o momento de nos mostrarmos, de sermos competitivos», frisou.
Sobre a permanência no primeiro escalão na próxima época, mostrou-se realizado: «Acreditava muito que com os 35 pontos já estaria, e chegou, dada a derrota do Casa Pia em Barcelos. Mas somos lutadores e lutadores lutam sempre pelos três pontos, e quisemos conquistá-los com o Arouca, que nos dava automaticamente, sem pensar noutros, a manutenção. Deixou-nos a todos muito satisfeitos. Era muito importante que o Alverca continuasse na Liga. Estamos muito felizes.»
A nível pessoal, lembrou a dedicação ao clube neste trajeto. «Há muito mérito de outras pessoas no staff, muito mérito dos adeptos, e eu sou mais um contributo. Desde que cheguei ao Alverca dediquei-me a 100%, 100% ao clube, 100% neste propósito, 100% porque também tiro benefício disso como treinador, tal como os jogadores tiram. Tínhamos dois grandes objetivos, a manutenção e acrescentar valor. E contratando 31 jogadores acrescentámos valor. Tivemos uma venda significativa, a maior do clube a meio do ano, e não sabemos o que pode acontecer no fim deste ano. Sinto-me realizado por ter vindo para o Alverca», assinalou.
Convidado a comparar o que diria o treinador que alcançou este objetivo àquele que aceitou o desafio ao assinar pelo Alverca, recordou o técnico que o orientou no Vitória de Guimarães: «Como dizia o mister Manuel Cajuda, 'Depois do batizado, não faltam padrinhos', não é? E é muito fácil hoje falarmos sobre isto. Mas confirmou-se aquilo que eu pensava: 'Vai e acredita no teu trabalho, vai e acredita na equipa técnica, vai e acredita na ideia, vai e acredita nas pessoas que estão a contratar-te, vai e acredita no clube'. Diria o mesmo que pensava nessa altura.»