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Alta tensão no Senegal: selecionador sem contrato, refeições más, prémios atrasados
A seleção do Senegal vive um clima de instabilidade antes do jogo da segunda jornada contra a Noruega, com várias polémicas a ensombrar a preparação da equipa, desde a situação contratual do selecionador a questões sobre prémios e condições de alojamento.
Após a derrota por 1-3 contra a França no jogo de abertura, a equipa prepara-se para um encontro crucial em Nova Iorque, na madrugada de terça-feira, que pode ditar o futuro na competição, frente a uma Noruega que se mostrou forte no primeiro jogo.
O ponto mais sensível é a situação do selecionador Pape Thiaw. O técnico, campeão africano em 2025, não tem contrato válido e ainda não renovou contrato, já que, de acordo com o Sport News Africa o RMC Sport, há vários pontos de discórdia nas negociações. A questão é urgente, pois a FIFA não permite que um treinador exerça funções sem um contrato válido, o que poderá levar a uma intervenção da comissão jurídica.
O descontentamento estende-se também aos jogadores. A qualidade das refeições tem sido uma das principais queixas, considerada inadequada para atletas de alta competição e já se diz que os atletas recorreram a plataformas externas para encomendar comida. A qualidade do hotel em New Brunswick, Nova Jérsia, também tem sido alvo de críticas por parte de toda a comitiva.
Outra questão que gera controvérsia prende-se com os prémios de jogo. Apesar de a CAF ter transferido a totalidade dos prémios relativos à CAN 2025 para a federação, fontes indicam que os jogadores ainda não receberam os respetivos valores. Este conjunto de problemas surge numa altura crítica, com a equipa a precisar de se focar totalmente no jogo contra a Noruega para manter viva a esperança de passar à fase seguinte.