Ainars Bagatskis, treinador do Benfica de bastequebol (FPB)
Ainars Bagatskis, treinador do Benfica de bastequebol (FPB)
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Ainars Bagatskis: «Jogámos um basquetebol demasiado simpático e suave»

Treinador do Benfica aponta quebras e cansaço no clássico perdido com o FC Porto

O treinador do Benfica, Ainars Bagatskis, analisou o clássico frente ao FC Porto, sublinhando o peso histórico destes confrontos e apontando o desgaste físico como um dos fatores determinantes para a quebra de rendimento da sua equipa na segunda metade do encontro.

O técnico encarnado começou por destacar a dimensão dos duelos entre os grandes do basquetebol nacional: «Antes de mais, estes são sempre grandes jogos. Mesmo antes de começar a trabalhar no Benfica, já sabia que os jogos entre Benfica, FC Porto e Sporting são sempre grandes jogos, independentemente da posição das equipas, do momento de forma ou dos títulos que tenham conquistado. São sempre batalhas.»

A preparação para o clássico, contudo, ficou marcada por contratempos logísticos e pouco tempo de descanso, decorrentes do compromisso internacional anterior. «Antes do jogo, perguntava-me como a equipa iria reagir durante o jogo porque sabia que iríamos começar bem. Não nos preparámos para este encontro como habitualmente. Estivemos num aeroporto em Amesterdão e demorámos mais de 34 horas a regressar a Portugal», explicou Bagatskis, acrescentando: «Uma das razões foi, provavelmente, o cansaço, porque tivemos um período de recuperação muito curto depois do jogo anterior, há quatro dias, na Dinamarca.»

No plano tático, o timoneiro das águias reconheceu a eficácia inicial na contenção da principal arma dos dragões, lamentando a posterior perda de agressividade. «Quanto ao FC Porto, não há segredos. É uma equipa que depende muito dos lançamentos de três pontos. De alguma forma, conseguimos controlar os lançamentos de três pontos durante os primeiros dois períodos, mas, à medida que o jogo avançou, percebemos que a nossa intensidade física e agressividade estavam a diminuir», observou.

Na reta final da sua análise, Bagatskis deixou fortes críticas à atitude coletiva exibida na segunda parte da partida, exigindo uma postura intransigente a quem ambiciona conquistas: «E tenho de dizer que, desde o meio do terceiro período até ao final do encontro, jogámos um basquetebol demasiado simpático e suave. É das piores coisas que costumo dizer sobre uma equipa. Se queremos ser uma equipa que luta por títulos e que compete contra equipas de grande nível, como acontece na Europa, temos de lutar em todos os momentos. Não apenas quando estamos frescos. Não podemos ser passivos em campo.»

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