Jesus e Proença na apresentação do selecionador - Foto: Maycon Quiozini
Jesus e Proença na apresentação do selecionador - Foto: Maycon Quiozini
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Ronaldo de volta à Seleção: todos, sem exceção?

Pedro Proença, desta vez, não conseguiu evitar os jornalistas e lá teve de comentar o ainda caso do momento. O apelo à tranquilidade também inclui Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo?

O castigo ainda não está decidido, mas Pedro Proença já lançou o mote: o capitão que abandonou o estágio da Seleção Nacional porque não ouviu o que queria do selecionador é para voltar em novembro.

«Isto junta Federação, presidente da FPF, selecionador, capitão, jogadores. Todos, sem exceção, queremos estar juntos novamente em novembro», disse Proença, ontem, horas depois de se saber que o Conselho de Disciplina instaurou um processo a Cristiano Ronaldo, classificado como «urgente». De tão urgente que é, até parece já estar resolvido.

Em novembro, Portugal terá dois jogos, frente ao País de Gales e à Dinamarca, estando já apurado para os quartos de final da Liga das Nações. Cenário ideal, claro, para dar a titularidade a jogadores com menos minutos e que precisem de se mostrar mais a Jorge Jesus - como CR7, suponho. Se a vontade de Proença se concretizar, o castigo de Ronaldo será o impacto que a sua atitude e as suas declarações tiveram pelo mundo. Nada mais, embora não seja pouco...

Entretanto, o capitão voltou aos relvados na passada sexta-feira e marcou um golo ao serviço do Al Nassr (já só faltam 20...). As páginas da FPF nas redes sociais celebraram o feito de um jogador suspenso, como se nada fosse. Curiosamente, Samu Costa, internacional português presente no último Mundial, mas ainda não convocado por Jorge Jesus, não teve direito à mesma honra, apesar de ter marcado no mesmo jogo. Vale para todos, sem exceção?

Para Proença, mais importante agora é apelar à «tranquilidade». Desta vez, o presidente não evitou os jornalistas, o que já é um ponto a favor. A tranquilidade que tanto deseja deixa-me, no entanto, uma questão: é válida para Jorge Jesus, que vai voltar às conferências em novembro sem guião previamente validado, e para Cristiano Ronaldo, cujo comunicado e narrativa dos seus fiéis seguidores têm tantas setas apontadas ao selecionador? Ou só vale para os outros, sem exceção?

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