Aprovado! Sócios do Sporting votam favoravelmente as contas do clube
Os sócios do Sporting aprovaram as contas do clube na assembleia geral deste domingo. O exercício de 2025/2026 mereceu o voto favorável de 86,32 por cento do total dos votos dos associados que marcaram presença na reunião magna, que decorreu no Multidesportivo do Estádio José Alvalade, anunciou o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), Pedro Almeida Cabral.
A apreciação e votação do relatório e contas constituiu o primeiro ponto da ordem de trabalhos da AG leonina. No plano financeiro, o Sporting apresentou um resultado positivo de 1,505 milhões de euros — importa assinalar que estes números dizem respeito exclusivamente ao clube e não à SAD, que teve lucro de €34,7 milhões e assembleia agendada para o próximo dia 26.
O passivo do clube, recorde-se, recuou para os €231 milhões, traduzindo um decréscimo de €2,818 milhões em comparação com o período homólogo do ano transato. Já o ativo total fixou-se nos €302,407 milhões, registando uma ligeira oscilação negativa de 203 mil euros.
Estiveram presentes 568 sócios, para um total de 3722 votos, sendo que 3217 foram a favor, os tais 86,32 por cento, contra 433 votos contra (11,61%). Houve 53 votos brancos e 24 nulos.
O segundo ponto
No ponto 2 da ordem de trabalhos esteve em votação o recurso apresentado pelo sócio Tiago João do Carmo Vila Nova. O associado contestava o castigo de 20 meses de suspensão aplicado pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, na sequência de distúrbios registados a 29 de março de 2025, junto ao Estádio José Gomes, antes do jogo com o Estrela da Amadora.O recurso foi revogado com 2251 votos (66,48%) contra 1221 (32,8%). O sócio vai mesmo cumprir a suspensão — houve ainda 213 votos brancos e 37 nulos.
Na origem desse castigo, recorde-se, esteve uma tentativa de agressão a um agente da PSP por parte do referido associado, que registava uma taxa de álcool no sangue de 2,41 g/L, episódio que acabou por motivar a abertura de um processo disciplinar contra a SAD dos leões.
Notas da AG
A assembleia geral começou por volta das 14 horas e teve intervenção inicial de Frederico Varandas. O presidente leonino fez apenas uma declaração institucional, com o vice Francisco Salgado Zenha a detalhar alguns aspetos do relatório, ele que tem a pasta das finanças no clube. Houve também intervenção do Conselho Fiscal e Disciplinar sobre o segundo ponto da ordem de trabalhos.
Seguiu-se perído de pedidos de esclarecimentos aos órgãos sociais do clube, nomeadamente sobre o modelo de assembleia geral, ao facto de a votação decorrer ao mesmo tempo em que se discutem os pontos do dia, e também sobre política de remuneração da administração, nomeadamente se poderia haver nova AG para discutir o assunto antes da reunião magna da SAD, uma vez que o clube é o acionista maioritário. Algo desde logo descartado pela MAG. Um sócio abordou ainda o tema do Congresso do Sporting e da eventual obrigação estatutária em realizá-lo.
As votações terminaram às 19h00 e o anúncio dos resultados foram revelados pouco depois das 20h15 pelo presidente da MAG.
«Vivemos um dia de Sporting, que decorreu de forma ordeira, livre e democrática», disse Pedro Almeida Cabral. «Os sócios souberam promover discussão com enorme espírito sportinguista», acrescentou o líder da MAG.