Lance do clássico no Dragão Arena (foto FCP)
Lance do clássico no Dragão Arena (foto FCP)
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FC Porto opera reviravolta frente ao Benfica e vence clássico

Dragões recuperaram de uma entrada fulgurante das águias e conquistaram vitória de mérito indiscutível

O FC Porto venceu o Benfica por 93-86, na 2.ª jornada da Liga Betclic, no Dragão Arena, protagonizando uma reviravolta de grande nível depois de uma primeira parte em que os encarnados assumiram o comando do encontro. O triunfo portista nasceu da capacidade de resistência e de uma evolução clara ao longo dos quatro períodos. Depois de sofrer com a eficácia e a intensidade do Benfica, o FC Porto encontrou soluções no lançamento exterior, melhorou nos ressaltos e conseguiu impor um ritmo ofensivo que o adversário não foi capaz de acompanhar.

Após um primeiro período de domínio benfiquista, os dragões cresceram com o decorrer da partida, recuperaram da desvantagem e passaram para a frente no terceiro quarto, antes de confirmarem o triunfo no último período, com Xeyrius Williams em destaque. A quebra de rendimento coletivo do Benfica e uma falta antidesportiva de James Slatter, já perto do final, acabaram por contribuir para a vitória portista.

O Benfica entrou forte no clássico e conquistou os primeiros cinco pontos, chegando rapidamente a uma vantagem de 7-2. Thomas Bropleh respondeu com um triplo, mas os encarnados mantiveram o controlo das operações, revelando maior eficácia ofensiva e superioridade nos ressaltos e nos roubos de bola. A equipa lisboeta chegou a dispor de 13 pontos de vantagem e fechou o primeiro período na frente, por 26-16.

O FC Porto precisava de reagir, e foi isso que começou a fazer no segundo quarto. Os dragões melhoraram no capítulo dos ressaltos e encontraram nos lançamentos exteriores uma arma importante para reduzir distâncias. André Bessa e Xeyrius Williams acertaram da linha de três pontos, enquanto Aaron Broussard e James Slatter procuravam conservar a vantagem benfiquista.

A primeira parte ficou marcada pelo contraste entre a eficácia global do Benfica e a capacidade portista no lançamento exterior. Os encarnados registavam 47% de eficácia nos lançamentos de campo, contra 35% dos dragões, sustentados sobretudo nos lançamentos de dois pontos, com 58% de aproveitamento, face aos 33% do adversário. Já o FC Porto levava vantagem nos triplos, com 40% contra 25%, e nos lances livres, com 71% contra 66%.

Quando o intervalo se aproximava, Miguel Queiroz protagonizou um dos momentos da partida. Com apenas três segundos para jogar, o jogador portista lançou praticamente da linha de meio-campo e acertou o cesto, reduzindo a desvantagem para cinco pontos. O Benfica recolheu aos balneários na frente, por 50-45, mas já sem a confortável margem que construíra no primeiro período.

O Benfica entrou novamente determinado e conseguiu repor uma vantagem de dez pontos, obrigando Fernando Sá, treinador do FC Porto, a pedir uma pausa para reorganizar a equipa. No regresso ao jogo, Aaron Broussard voltou a mostrar a sua capacidade de finalização, convertendo um triplo e reforçando o seu pecúlio individual.

Broussard continuava a ser a principal referência ofensiva dos encarnados, ultrapassando a marca dos 20 pontos. Contudo, o rendimento individual do norte-americano não encontrava correspondência na produção coletiva da equipa. O FC Porto, pelo contrário, crescia de forma sustentada, com Xeyrius Williams a responder de longe e os restantes jogadores a contribuírem para uma reação cada vez mais consistente.

A pressão portista começou a fazer-se sentir e a vantagem benfiquista desapareceu. A um minuto do final do terceiro período, os dragões passaram finalmente para a frente do marcador, por 69-68, consumando a reviravolta que parecia difícil de antecipar no arranque do encontro.

O terceiro quarto terminou com um parcial de 32-27 favorável ao FC Porto, que conseguiu transformar a desvantagem numa liderança e entrar nos dez minutos decisivos com o encontro empatado a 72 pontos.

O último período trouxe um FC Porto mais confiante e determinado em aproveitar o momento favorável. Os dragões chegaram a cinco pontos de vantagem e começaram a encontrar espaços para castigar a defesa encarnada.

James Woodard e Xeyrius Williams assumiram protagonismo da linha de três pontos. Com um triplo de Woodard e dois de Williams, os portistas abriram uma vantagem inédita de sete pontos, colocando o marcador em 86-79 a cinco minutos do fim. Williams, já com 15 pontos, afirmava-se como uma das figuras centrais da recuperação azul e branca, graças à eficácia exterior e à influência no ataque.

O Benfica procurou reagir, mas revelou dificuldades em recuperar a consistência que demonstrara no início do clássico. A equipa encarnada perdeu capacidade para travar o ataque adversário e viu a margem de recuperação diminuir à medida que o cronómetro avançava.

A 1 minuto e 40 segundos do final, uma falta antidesportiva de James Slatter agravou ainda mais a situação dos lisboetas, num momento particularmente penalizador para as aspirações benfiquistas. O FC Porto aproveitou a vantagem construída e geriu os instantes finais com segurança até fixar o resultado em 92-84.

Do lado encarnado, Aaron Broussard destacou-se pela produção individual, mas a equipa não conseguiu sustentar coletivamente o ascendente inicial.

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