Adeptos do Boavista no Bessa
Adeptos do Boavista no Bessa

AG extraordinária para destituir direção do Boavista sem efeito por falta de quórum

Movimento Unidos pelo Boavista tinha entregado na secretaria um requerimento com 270 assinaturas

A Assembleia Geral (AG) extraordinária solicitada pelo movimento Unidos pelo Boavista para destituir a direção axadrezada ficou sem efeito, por falta de quórum, anunciou na passada quinta-feira a Mesa da Assembleia Geral (MAG) do clube, que está em insolvência.

«Após o apuramento dos signatários e do número total de sócios efetivos referente ao mês de abril, constatou-se que não foi alcançado o quórum de um quinto de subscritores. Por não estarem reunidas estas condições exigidas pelos estatutos do Boavista, não é legalmente possível proceder à marcação da AG extraordinária», pode ler-se numa mensagem enviada aos associados das panteras pela MAG, à qual a agência Lusa teve acesso esta sexta-feira.

A 23 de abril, o movimento Unidos pelo Boavista entregou na secretaria do Boavista um requerimento, com 270 assinaturas, a pedir a convocação de uma AG extraordinária, visando a destituição da direção e a nomeação de uma Comissão Administrativa para gerir o clube até novas eleições. Quatro dias depois, numa reunião realizada no Estádio do Bessa, no Porto, a secretaria axadrezada comunicou o número total de sócios efetivos do Boavista referentes a abril, enquanto a MAG, presidida por Miguel Lixa Barbosa, informou os mandatários dos signatários que o rácio necessário para a marcação da sessão magna extraordinária não tinha sido atingido.

«Tendo surgido algumas dúvidas sobre a forma de contagem e validação, a MAG quer clarificar que, desde o primeiro minuto, assumiu que essa responsabilidade caberia exclusivamente à secretaria. Sendo a autoridade administrativa do clube, a secretaria fez o seu trabalho de forma técnica e independente, sem qualquer participação ou interferência de sócios ou de órgãos sociais», garantiu. Além de agradecer à secretaria e aos funcionários do Boavista, a MAG reconheceu o «interesse, capacidade de mobilização, rigor e correção» dos signatários no processo, estando em vias de marcar uma reunião ordinária para prestar esclarecimentos aos associados e apresentar os relatórios de gestão e contas dos exercícios financeiros do Boavista em 2022, 2023 e 2024.

A iniciativa do movimento Unidos pelo Boavista surgiu dois meses depois de a administradora de insolvência das panteras, Maria Clarisse Barros, ter prescindido da coadjuvação da direção liderada por Rui Garrido Pereira na gestão da atividade do clube, passando a assegurá-la, na companhia de outra pessoa, com o acordo da comissão de credores. O clube teve a sua liquidação aprovada em setembro de 2025, após acumular dívidas superiores a 150 milhões de euros, enquanto a SAD axadrezada viu os respetivos credores votarem por unanimidade a continuação da atividade da sociedade.

A iniciar sessão com Google...