A oferta milionária por Hulk que o FC Porto rejeitou: «Não precisavam de mais dinheiro»
Hulk chegou ao FC Porto em 2008, proveniente do Tokyo Verdy, do Japão, e só deixou o clube azul e branco quatro anos depois, em 2012, quando rumou ao Zenit, da Rússia. Só que a história podia ter sido bem diferente, uma vez que o internacional brasileiro chegou a ter aberta a porta da... Premier League.
«Eu passei quatro anos no FC Porto e em todas as janelas de transferências tinha a possibilidade de me transferir para Inglaterra. Só que o FC Porto sempre me segurou, diziam que não me queriam vender... Em 2011, ganhámos a Europa League e fomos campeões nacionais invictos naquele ano espetacular e o FC Porto vende o Falcao ao Atlético Madrid. Logo a seguir, recebeu uma proposta de 60 milhões de euros do Manchester City para me vender. Fiquei a saber depois e o FC Porto disse que não me vendia. O clube tinha acabado de vender o Falcao e não precisava de fazer mais caixa», começou por revelar Hulk, atualmente com 40 anos e ao serviço do Fluminense, onde já leva cinco golos marcados em 13 partidas.
Depois, recordou a saída do Dragão em 2012, na altura por 40 milhões: «O Villas-Boas vai para o Tottenham e tentou levar o João Moutinho e o Álvaro Pereira, mas não conseguiu contratá-los e fechou a janela de transferências na Europa. O mercado ainda durava mais uma semana na Rússia e eu era o único jogador que tinha uma proposta russa, para o Zenit. Pensei muito, porque já tinha também uma proposta de renovação do FC Porto. Pensei que era o momento certo para sair. Ia jogar a Liga dos Campeões e decidi tentar um futebol diferente. Estavam a investir muito. Levaram o Witsel também, o Eto'o também foi para a Rússia naquele momento... Isso pesou bastante, não só o lado financeiro», explicou Hulk, lembrando que a sua transferência para o clube de São Petersburgo gerou «algum mal-estar no balneário, principalmente entre jogadores russos».
«Cheguei a pedir para ir embora, mas o presidente não deixou. Os adeptos adversários com cânticos racistas... Pedi a Deus para me dar discernimento. Até um ponto em que fui apanhado de surpresa, começaram a cantar contra mim num canto e eu comecei a mandar beijos para a bancada», conta, sem esquecer outro ato de racismo de que foi alvo ainda ao serviço do FC Porto: «Também aconteceu em Portugal, vi só depois, num vídeo, em que até acabo por marcar golo [frente ao Benfica, no Estádio da Luz, em 2011/12]».
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