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70 segundos bastaram para Saibari acabar com a festa escocesa (crónica)
Marrocos venceu a Escócia por 1-0 e somou a primeira vitória no Mundial 2026, um resultado que peca por escasso e que não reflete a diferença que se viu entre as equipas. Se a eficácia dos comandados de Mohamed Ouahbi estivesse ao nível do nível técnico, a história seria ainda pior para os escoceses.
A entrada fulgurante dos Leões do Atlas deitou por terra qualquer estratégia delineada por Steve Clarke. Ainda o público se acomodava nas bancadas do Estádio de Boston quando, com 70 segundos de jogo, Brahim Díaz inventou um passe magistral a rasgar a defensiva escocesa.
Ismael Saibari, o homem do momento (e em breve, à partida, do Bayern), apareceu no espaço, amorteceu com classe e, quase sem ângulo, desferiu um míssil teleguiado. Estava feito o golo mais rápido deste Campeonato do Mundo, e que valeu a vitória.
MARROCOS ENTRA A TODO O GÁS 💨
— sport tv (@sporttvportugal) June 19, 2026
Brahim Díaz serviu Saibari que finalizou com um tiro 💥#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Escócia #Marrocos #betano pic.twitter.com/FnjKYaVeCP
Deserto McTominay e o festival do desperdício
A perder cedo, a Escócia precisava que as suas referências assumissem as rédeas do jogo. Contudo, o que se viu foi uma exibição cinzenta e amorfa de Scott McTominay. O médio do Nápoles foi quase asfixiado pela pressão de Bouaddi e El Aynaoui. Só na segunda metade, quando foi adiantado no terreno, é que esboçou um fogo de artifício, mas já era tarde para apagar a má imagem deixada, o que fez com que John McGinn, qual corredor incansável, tentasse remar sozinho contra a maré.
Do outro lado, Marrocos transformou o jogo na sua fórmula ideal de controlo de bola, mas pecou gravemente na hora de atirar ao golo e foi excessivamente perdulária. Ao longo do encontro, Hakimi e Bouaddi desmantelaram a pressão escocessa muitas vezes para levarem a equipa para a frente. Lá, El Khannouss disparou (37’) para as bancadas quando estava isolado e já nos descontos (90+3’), valeu à Escócia uma parada milagrosa a remate de Talbi para evitar que o marcador ganhasse contornos mais realistas.
Saibari reclamou com Brahim
A juntar ao festival de desperdício marroquino, houve um lance que ilustrou na perfeição o excesso de individualismo que quase custava caro. Numa transição letal conduzida em superioridade numérica, Brahim Díaz galgou (77’) metros com a bola colada ao pé esquerdo. Com Sabari a surgir isolado na área, Brahim tentou o drible sobre o último defesa e acabou por perder a bola. O avançado de 25 anos não perdeu tempo em mostrar a frustração para com o colega do Real Madrid.
A Escócia tentou o forcing final com o coração, cruzando bolas para a área, mas Marrocos segurou a vantagem com unhas e dentes. O apito final confirmou os três pontos inteiramente merecidos para os africanos, que assumem a liderança provisória do grupo (Brasil joga agora com o Haiti às 1h30), deixando a Escócia num mar de dúvidas e obrigada a fazer contas à vida para a última jornada.
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