Autorretrato feito pelo luso-francês para A BOLA antes de se estrear na Ligue 1

«2% de Guardiola, 1% de Luis Enrique, mas quero ser o Patrick Videira»

Luso-francês não nega influências, mas quer percorrer o seu caminho

— Diz-se que o treinador é um imitador ou plagiador, porque bebe daqui e dali as suas ideias. Se pudesse replicar parte do processo de um treinador no seu Le Mans, o que seria?

— Há muitos treinadores a fazer coisas fantásticas: Guardiola, Luis Enrique e antigamente e mesmo agora o Mourinho… O meu amigo Vítor Pereira, com quem falo muitas vezes… Há treinadores para quem olho muitas vezes, mas vou dizer 2% do Guardiola, 1% do Luis Enrique… e depois quero criar o próprio Patrick Vieira. Não podemos ser Guardiola no Le Mans. Seria impossível, não há os mesmos jogadores e temos de nos adaptar aos que existem. 

Gosto de muita intensidade e de ir buscar o meu rival. Quero ter bola e impor coisas aos adversários

— Então, vamos lá, como é que o Patrick Videira se define a si próprio? Como é que seria a sua equipa ideal?

— Contra o Lorient ou o Le Havre não vou jogar da mesma forma do que contra o PSG. Agora, gosto de ter muita intensidade e de ir buscar o adversário. Gosto de ter bola, porque gosto de impor coisas ao meu adversário. Não gosto de estacionar o autocarro, defender e chutar para a frente, à procura da sorte. Gosto de ter agressividade e de jogadores técnicos. De encontrar o desequilíbrio. Depois, há situações em que vamos ter a bola e encontrar o desequilíbrio no bloco adversário, mas também há situações que temos de ser muito bons na transição. Há equipas também que estão à nossa espera em 5x4x1 e vai ser importante atrair para encontrar espaço nas costas. Isso é o que eu quero, mas temos de ter sempre capacidade de adaptação aos nossos adversários.

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