Union Berlin contradiz argumento de CEO da Superliga
Union Berlin estreou-se na Champions esta época. Foto: IMAGO

Union Berlin contradiz argumento de CEO da Superliga

INTERNACIONAL22.12.202318:49

Em entrevista à Cadena SER, Bernd Reichart diz que a Liga dos Campeões não valoriza o crescimento sustentado na Europa; conjunto alemão destaca o privilégio sentido pelos adeptos durante a fase de grupos

Um dia após ser tornada pública a decisão do Tribunal de Justiça Europeu em relação à criação da Superliga, permanecem as dúvidas em relação aos novos moldes da possível competição. 

A questão da organização da Blue League tem sido aquelas mais crítica ter gerado junto dos curiosos da Superliga, que acusam a organização de tirar o mérito às equipas ditas outsiders que realizem uma temporada acima da média nas competições nacionais. Casos como Girona ou Bayer Leverkusen, mesmo vencendo a respetiva liga, seriam relegados para a terceira divisão da Superliga, tendo, portanto, que subir duas divisões para jogar contra os maiores clubes europeus. 

Em entrevista à rádio Cadena SER, o CEO da Superliga, Bernd Reichart, justificou a decisão, dando o caso da má temporada do Union Berlin como exemplo.

«Para essas equipes, mais do que um prêmio, é como um castigo. Os clubes querem estabilidade e competir num ambiente melhor, onde possam ter rivais e crescer de forma saudável. O Union Berlin é o exemplo perfeito disso. No ano passado qualificaram-se para a Liga dos Campeões e agora estão numa situação pior do que se tivessem crescido e consolidado a sua posição europeia passo a passo», explicou.

Após as declarações de Reichart, o Union Berlin pronunciou-se. Através da sua conta oficial do X em espanhol, o conjunto germânico mostrou-se contra os argumentos apresentados pelo CEO da Superliga, dando como exemplo o privilégio dos seus adeptos em verem a equipa jogar nos melhores estádios da Europa.

 «Ninguém vai conseguir tirar dos adeptos tudo o que eles viveram no final de 2023. Visitar estádios como o Bernabéu ou o Diego Armando Maradona foi um presente que parecia utópico há apenas uma década», contra-argumentou o clube alemão.