Os dois jogadores que Trubin adorava ver no Benfica: «São caros...»
Anatoliy Trubin, guarda-redes do Benfica (Foto: IMAGO)

Os dois jogadores que Trubin adorava ver no Benfica: «São caros...»

NACIONAL26.01.202401:00

As escolhas de Trubin se pudesse contratar compatriotas para o clube da Luz; a vida do jogador em Lisboa, a opinião sobre a cidade, o País e os portugueses

Trubin, guarda-redes do Benfica, não hesita quando lhe pedem para nomear jogadores que gostaria de ter ao seu lado na Luz. 

«Dos ucranianos? Ah, eu adoraria ver os meus amigos Mudryk [extremo do Chelsea] e Sudakov [médio do Shakhtar], mas são muito caros. Se pensarmos bem, Bondarenko [médio do Shakhtar] seria uma boa escolha. É boa questão, mas terei de pensar melhor, se só posso escolher três...», brincou.

Em grande entrevista concedida à publicação Ukrainian Football, Trubin falou sobre a vida em Lisboa: «É uma grande cidade do futebol, há muitos clubes de diferentes níveis, há estádios lendários que acolheram finais, do Euro-2004 e da Taça dos Campeões Europeus. Lisboa está impregnada de futebol.»

O jogador tem-se cruzado com muitos compatriotas. «Conversei com muitas pessoas que vieram para o estrangeiro por um motivo ou outro. Para ser sincero, algumas histórias são simplesmente assustadoras – como as das pessoas que fugiram da guerra, como perderam todos os seus bens ou, Deus me livre, familiares... Mas compreendo porque é que escolheram Portugal. É um país lindo, com ótimo clima e ótimas pessoas», começa por dizer.

No início da guerra, havia três ou quatro referências à Ucrânia nas notícias todos os dias. Agora, infelizmente, são mais os bombardeamentos e tragédias em grande escala que acontecem e continuam a acontecer. Contudo, a simpatia dos portugueses não muda

«Estou muito grato a Portugal e ao seu povo pelo que estão a fazer pelos ucranianos comuns durante a guerra. Cada vida, história humana, não tem preço. Os portugueses, em geral, são pessoas muito simpáticas. No Benfica, começaram imediatamente a perguntar-me como iam as coisas na Ucrânia, se estava tudo bem com os meus familiares», contou Trubin.

E prosseguiu, em tom grave: «No início da guerra, havia três ou quatro referências à Ucrânia nas notícias todos os dias. Agora, infelizmente, são mais os bombardeamentos e tragédias em grande escala que acontecem e continuam a acontecer. Contudo, a simpatia dos portugueses não muda. Sei que alguns jovens futebolistas ucranianos encontraram refúgio no Benfica.»

Trubin reconhece grandes diferenças entre os povos: «A mentalidade das pessoas e, claro, há o clima. Por exemplo, todos os problemas nos bancos e nas instituições demoram mais tempo a resolver – os ucranianos têm um temperamento tal que o nosso povo não está habituado a esperar, tudo é muito mais rápido. Quanto ao tempo, está calor na véspera de Ano Novo. Gosto de tudo no Benfica e em Lisboa.»