A culpa é de Amorim e Gyokeres, pois claro!
Os exemplos apontados são Ruben Amorim e Viktor Gyokeres e, mais a jusante, Darwin Nuñez e, até, João Félix; e o objetivo é demonstrar que, hoje, de Portugal... nem bons ventos, nem bons casamentos. Nos últimos dias, entre publicações nas redes sociais e artigos de opinião na imprensa britânica, Inglaterra parece ter dado início a um processo de desconfiança relativamente ao mercado português, alegando uma inflação injustificada dos valores emergentes no nosso futebol, pelo qual a Premier League tanto se apaixonou nos primeiros anos do século XXI, por conta das chegadas de Cristiano Ronaldo, em 2003 ao Manchester United, e de José Mourinho, ao Chelsea, no ano seguinte.
Os dois maiores protagonistas da história do desporto-rei em Portugal e que se tornaram nos maiores conquistadores da história do nosso futebol, chegaram, viram e conquistaram Terras de Sua Majestade, abrindo, ao mesmo tempo, portas e janelas ao mercado luso e dando início a um fluxo que levou, diretamente, de cá para lá nomes como Bruno Fernandes, Nani, Rúben Dias, Ricardo Carvalho, Matheus Nunes, Enzo Fernández, Abel Xavier, Pedro Mendes ou Hugo Viana, além de treinadores, como Marco Silva.
Porém, após mais de duas décadas de encanto, a relação de amor parece estar a esfriar e há cada vezes mais vozes nos media britânicos a fomentar o divórcio entre a Premier League e a Liga Portugal. E os culpados, dizem essas vozes, estão bem identificados:
Ruben Amorim, que arrasava no Sporting, com um futebol diferente, excitante, moderno e que traria, finalmente, a mudança ao Manchester United, falhou brutalmente, como antes haviam falhado todos (Moyes, Giggs, Van Gaal, Mourinho, Solskjaer, Rangnick, Ten Hag e Van Nistelrooy) os que sucederam aos quase 30 anos de glória de Alex Ferguson;
Viktor Gyokeres, goleador insaciável no emblema de Alvalade, contratado pelo Arsenal a troco de 65,7 milhões de euros, e que demora a justificar a aposta;
Darwin Núñez, veloz e palpitante no Benfica e adquirido pelo Liverpool por 75 milhões de euros, mas que nunca conseguiu afirmar-se na Premier League.
Aos três é aplicado, na generalidade das opiniões publicadas em Inglaterra sobre o tema, o termo flop. E há ainda um quarto jogador mencionado como exemplo maior: João Félix, uma das maiores vendas da história (do Benfica para o Atlético Madrid por €126 milhões), e que passou, sem grande glória pelo Chelsea.
Dá que pensar, sim, mas, quando há craques a brilhar ao mais alto nível, como João Neves, Vitinha, Nuno Mendes ou Rafael Leão, estará o mal no mercado vendedor ou... nos compradores?