Destaques do Sporting: Para eles caírem não foi só um a mostrar os dentes
Trincão esteve em grande plano com o golo que fechou as contas em Chaves (GRAFISLAB)

Destaques do Sporting: Para eles caírem não foi só um a mostrar os dentes

NACIONAL13.01.202420:50

Paulinho desbloqueou um jogo marcado pela muita luta e duelos individuais. Jogo feito à medida de Nuno Santos e Hjulmand. Mas foi o refinado Trincão a abrilhantar a noite fria transmontana

Trincão esteve em grande plano e foi o mais exuberante da fria noite transmontana (GRAFISLAB)

Melhor em campo: Trincão (7)

Notável. A execução técnica com que assinou o terceiro golo dos leões. Um remate de primeira, bem preparado (e colocado…) dando um toque de classe a um jogo marcado pela luta, com muitos duelos individuais e físico. Características que não encaixam no perfil deste refinado esquerdino que provou ser capaz de ser decisivo (também) com muita garra e boas decisões.

Adán (6)
Gelado. Numa noite pouco convidativa, dadas as condições atmosféricas, o espanhol pouco trabalho teve para… aquecer. Atento (uma das defesas mais arrojadas aconteceu aos 81’ numa saída a punhos) limitou-se a gerir, cumprir e nunca se expor ao erro.

Eduardo Quaresma (6)
Competente. Não foi por uma exibição cinzenta que ficou no balneário ao intervalo. Até porque assinou 45 minutos positivos, estando muito em jogo, sem se esconder, focado nas movimentações de Sanca (evitando com corte arrojado aos 9’ um remate deste extremo que prometia muito perigo). Ganhou pontos na confiança e na luta por uma vaga no trio defensivo.

Gonçalo Inácio (7)
Lúcido. Processos fáceis, uma maturidade capaz de transmitir tranquilidade e serenidade aos restantes elementos do trio defensivo. Uma exibição (mais uma) segura, marcada pela liderança, enquanto Coates não foi chamado a jogo. Ainda se mostrou em alguns lances de bola parada e esteve perto de marcar.   

Matheus Reis (7)
Disponível. Boa ocupação do espaço, eficaz na missão de vigiar as entradas de Rúben Ribeiro, fulgor físico acima da média, muita entrega, bom entendimento com Nuno Santos (foram eles que construíram o golo de Trincão) aliado a algumas subidas e remates que ameaçaram a baliza de Hugo Souza (36’ e 43’). 

Ricardo Esgaio (6)
Fervoroso. Sem o trabalho glamoroso e vertiginoso (muitas vezes visível do lado oposto com Nuno Santos) mas que equilibra a equipa na missão defensiva dada a intensidade colocada em cada duelo. A taxa de acerto no passe não é positiva, é certo, mas galvaniza na forma como se entrega. E até poderia ter festejado, pois foi um dos que permitiu Hugo Souza brilhar com remate à queima aos 10’.  

Hjulmand (7)
Valente. Um jogo feito à medida deste médio dinamarquês. Terreno pesado, condições adversas, marcado pelo contacto e a obrigar a cortes mais arrojados, de maior risco. Algo com que se deu bem. O terreno esteve bem molhado, mas foi secando a muito povoada zona central do terreno. Conseguindo anular potenciais problemas antes deles… acontecerem.   

Pedro Gonçalves (7)
Regressado. O médio transmontano que se transformou em goleador e que neste jogo voltou a ser… médio. Uma polivalência da qual Amorim não abdica e ficou bem justificada essa opção. Pela dinâmica imposta, qualidade de execução, uma definição diferenciada dos restantes. Até na hora de rematar. Pois parece que não gosta de fazer golos fáceis. Desperdiçou um cara de Hugo Souza (27’) e redimiu-se num daqueles passes à baliza (este fora da área) que ditou o segundo golo. 

Nuno Santos (7)
Imparável. Se o grau de dificuldade aumenta, os caminhos se fecham, parece ser sempre o homem ideal para abrir, empolgar e decidir com raides constantes pelo corredor que se tornam… imparáveis. Arrancou vários cruzamentos bem medidos, um deles bem aproveitado por Trincão que finalizou para o 3-0. E se muitas vezes se destaca pela condução e audácia na esquerda, também ganha notoriedade pela visão, um, dois toques, para servir os companheiros da frente. Dos melhores da noite.

Gyokeres (7)
Novidade. Terminar um jogo sem golos ou assistências é… notícia. Desta vez ficou em branco mas não foi por falta de empenho. Pela marcação cerrada, a exibição notável de Hugo Souza que lhe tirou o golo da ordem aos 10’ e 76’. Foi mau? Não, longe disso. Num jogador ‘normal’ seria fantástico para Gyokeres acaba sempre por saber a pouco.  

Paulinho (7)
Oportuno. Está de pé quente. Terceiro golo consecutivo fora de casa, este a desbloquear uma partida que se encontra fechada, com muitas amarras, a antever dificuldades. Uma noite nivelada por cima em que não só o avançado mas toda a equipa foi obrigada a mostrar os dentes. Excelente a importunar a saída do Chaves, a obrigar a más decisões (numa dessas insistências, Pedro Gonçalves também marcou). 

SUPLENTES

Coates (6)
Vigilante. Aos passos de Jô Batista, um avançado mais posicional, que obrigou a um outro tipo de atenção. Foi admoestado, mas cumpriu e acabou por ser uma das peças importantes para o Chaves sair sem golos. 

Daniel Bragança (5)
Concentrado. Entrou nos últimos dez minutos para ser um facilitador. Para pensar mais o jogo e gerir a posse fruto da sua inteligência tática. Missão cumprida.

 Essugo (-)
Adaptado. Apenas uns minutinhos (talvez os últimos antes de uma cedência…) para fechar o corredor direito.

Neto (-)
Equilibrado. Ordem para serenar o setor defensivo nos instantes finais que o experiente central soube impor.