Rui Oliveira, camisola amarela da Volta a Portugal, bem disposto na passagem por Vila Nova de Milfontes (Nuno Veiga/LUSA)
Rui Oliveira, camisola amarela da Volta a Portugal, bem disposto na passagem por Vila Nova de Milfontes (Nuno Veiga/LUSA)

Volta a Portugal: Rui Oliveira viveu «sonho» de amarelo e de «ouvir o nome» na estrada

Corredor da UAE Emirates mantém a liderança da classificação geral após a 2.ª etapa, lamenta falhar triunfo em Albufeira e reitera ambição de vencer na prova

Rui Oliveira (UAE Emirates-XRG) conservou esta sexta-feira a camisola amarela da Volta a Portugal, após a 2.ª etapa, com chegada a Albufeira, mas não escondeu a desilusão por ter ficado perto da vitória, terminando na sexta posição, sem hipóteses de bater o vencedor Santiago Mesa (Anicolor).

O líder da classificação geral revelou que o grande objetivo da equipa passava por conquistar a etapa e considerou que esteve na luta até aos últimos metros, reconhecendo o mérito dos adversários. «O grande objetivo era ganhar a etapa. Sabia que era difícil. Há muitos bons sprinters aqui. Era uma chegada que favorecia, com estes topos, e estive bastante bem, quiçá demasiado na frente. Quem veio de trás teve algum benefício. O Santi esteve mais forte. Os outros corredores à minha frente estiveram mais fortes. Só tenho de lhes dar os parabéns.»

Rui Oliveira celebra ter garantido mais um dia de amarelo na Volta a Portugal (Nuno Veiga/LUSA)

Rui Oliveira mostrou-se satisfeito por continuar de amarelo, destacando o carinho que tem recebido do público português. «Foi um dia de sonho, correr as estradas portuguesas de amarelo, a ouvir o meu nome. Só tenho de agradecer do fundo do coração aos portugueses. É incrível poder manter [a camisola amarela]

O português admitiu viver um sentimento contraditório, por sentir que tem estado próximo da vitória, mas sem conseguir concretizá-la. «O sentimento é agridoce. Quero levantar os braços. Se pudesse levantar os braços de amarelo, era muito melhor. A condição está lá. Tenho estado todos os dias na disputa pela vitória. Tenho mostrado o quanto quero ganhar nesta corrida e dar uma alegria a todos os que gostam de mim. Só tenho de agradecer.»

Oliveira fez ainda questão de elogiar o trabalho da UAE Team Emirates-XRG durante a etapa, reconhecendo o esforço dos colegas para anular a fuga e preparar a chegada ao sprint. «Estes últimos 50 quilómetros foram agoniantes. Deixo uma palavra à minha equipa, a todos os que estiveram a tentar fechar a fuga para que pudesse ganhar. Obviamente, sinto-me desapontado por não lhes dar esta vitória, mas não é por falta de tentar. Quero dar esta vitória a mim mesmo e à equipa.»

O camisola amarela mostrou-se, contudo, confiante de que voltará a ter oportunidades para vencer durante a corrida, sem perder de vista o principal objetivo coletivo: apoiar Adrià Pericas na luta pela classificação geral. «Definitivamente, não é a minha última oportunidade. Há etapas na última semana que me favorecem mais do que amanhã [sábado]. Estou confiante em mim e na equipa que poderemos conseguir essa vitória, sem tirar o foco do Adrià [Pericas], porque esse é o principal objetivo, estar com ele na geral.»

Questionado sobre a possibilidade de chegar de amarelo ao Porto, Rui Oliveira preferiu manter os pés assentes na terra, mas confessou o sonho de triunfar na emblemática chegada aos Aliados. «Se for esse o destino, que assim seja. Se tiver de ter uma vitória, que seja antes disso. Será um sonho chegar aos Aliados [e vencer a 10.ª e última etapa]

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