Vitória de Guimarães vive o pior arranque dos últimos 15 anos
Curto… Muito curto. Foi como ficou o compromisso de Tiago Margarido, antes do desaire com o Académico de Viseu (1-2). Na antevisão ao encontro, o treinador dos conquistadores tinha prometido: «vamos marcar!» É verdade que esse objetivo foi cumprido, mas… revelou-se pouco comprido.
Apesar do tento de Gonçalo Nogueira — marcado na raiva num remate de primeira de fora de área —, a partida dos minhotos contra os academistas voltou a ser pautada pelo... desperdício, como, de resto, já havia acontecido, nos dois anteriores em que ficaram a zeros: Arouca (0-1), SC Braga (0-1) e Casa Pia (0-0).
O tento solitário do médio não foi o mais belo dos golos, mas, pelo menos, já foi um (pequeno) passo.
Ainda assim, esse (pequeno) passo continua a ser insuficiente para aquelas que são as aspirações (e necessidades!) do atual Vitória de Guimarães.
Após seis jornadas, os vimaranenses têm apenas quatro pontos — num total de quatro derrotas, um empate e apenas um triunfo... Na época passada, com Luís Pinto ao comando, naquele que também fora um arranque contestado pelos adeptos, os vitorianos tinham o dobro da pontuação.
Aliás, é necessário recuar a 2011/12 (15 anos!) para encontrar um início de campeonato tão negativo como este. Nessa temporada, à mesma jornada, a armada da cidade-Berço tinha os mesmos quatro pontos de agora e só voltaria a pontuar na nona ronda.
Não é que o atual conjunto minhoto esteja a praticar um mau futebol, mas, de facto, tem falhado no mais importante: o golo. O Vitória, por um lado, cria, cria, cria..., mas, por outro, falha, falha, falha...
Embora no final da partida com os viriatos, Tiago Margarido tenha dito que não quer estar «sempre a falar do mesmo», torna-se inevitável: a ineficácia é mesmo o tema quente, atualmente, no castelo.
«Faltou a bola entrar. Parece que nunca entra. Acho que é notório que nos está a falar felicidade. Estamos numa maré de azar», lamentou o técnico, redirecionando, de imediato, o foco para o trabalho na finalização.