Samu marcou o golo do triunfo vimaranense, num penálti 'cavado' por... Ndoye. Entraram ambos apenas no segundo tempo - Foto: Vitória de Guimarães
Samu marcou o golo do triunfo vimaranense, num penálti 'cavado' por... Ndoye. Entraram ambos apenas no segundo tempo - Foto: Vitória de Guimarães

Vitória (ainda) com sabor a Taça da Liga

Triunfo sobre o Moreirense teve história à moda da 'final four' da Allianz Cup: com Charles em grande plano na baliza e o duo Samu-Ndoye a entrar na segunda parte para mudar completamente o curso e a história do jogo

Ao quinto foi de vez. O Vitória de Guimarães venceu o primeiro dérbi do Minho no campeonato, esta temporada, ao derrotar o rival concelhio, Moreirense, por 1-0, na noite de sexta-feira, no estádio D. Afonso Henriques. Depois de não terem conseguido ganhar nenhum dos quatro confrontos contra clubes daquela região, na primeira volta - Moreirense (0-2), SC Braga (1-1), Famalicão (0-2) e Gil Vicente (0-0) -, conquistadores venceram logo o de estreia na segunda.

Após duas derrotas nas últimas duas jornadas - FC Porto (0-1) e Estoril (2-4) -, para a equipa vimaranense, foi o retomar do caminho dos triunfos, que tinham sido vistos pela última vez para os lados do castelo aquando da gloriosa conquista Taça da Liga, no início do mês de janeiro...

Sim, o Vitória não ganhava desde o épico jogo contra o SC Braga (2-1), a 10 de janeiro, em Leiria, quando Charles defendeu um penálti praticamente no último lance do encontro. Curiosamente, o guardião só agora voltou a ser titular entre os postes da baliza vitoriana, depois dessa mítica final, em que vestiu capa de herói.

Na realidade, o jogo contra o Moreirense teve muito dessa conquista histórica. Além de Charles na baliza (que voltou a fazer uma defesa importante em período de descontos a um remate de Yan Maranhão), Samu e Ndoye também entraram na etapa complementar para mudar o rumo dos acontecimentos, precisamente, tal como havia acontecido nos dois encontros na final four da Allianz Cup: Sporting (2-1) e SC Braga.

Onde é que já tínhamos visto isto?

Após um primeiro tempo em que o Moreirense dominou, Luís Pinto lançou o médio ao intervalo, alterando a formação tática inicial de 4x4x2 para 4x3x3. Tal mexida trouxe equilíbrio ao jogo, mas a superioridade só veio mesmo com a entrada de Ndoye aos 63'. O avançado conseguiu cavar um penálti logo dois minutos depois de estar em campo, convertido irrepreensivelmente por Samu.

De recordar que estes dois protagonistas, foram as armas secretas de Luís Pinto saídas dos banco, para a inédita conquista da Taça da Liga. Na meia-final, contra o Sporting, Ndoye marcou os dois golos da reviravolta, tendo um deles sido a passe de Samu. No jogo derradeiro, frente o arquirrival, depois de a equipa estar a perder 0-1, o capitão fez o empate (também de penálti, tal como contra o Moreirense) e Ndoye sentenciou o 2-1 final.