Vítor Severino quer manter registo imaculado no Arouca: «Temos uma identidade»
Na antevisão à receção do Arouca ao Nacional, relativa à 10.ª jornada da Liga, agendada para este domingo (15h30), Vítor Severino alertou para o grau de exigência do duelo, sublinhando a incógnita colocada pela recente troca de comando técnico na turma insular, agora orientada por João Henriques.
«Vai ser um jogo difícil, de certeza. Sabendo que o Nacional mudou de treinador, alguém muito experiente e que conhece bem a Liga, não sabemos exatamente o que vão fazer estrategicamente», salientou o timoneiro dos lobos.
Perante este cenário de imprevisibilidade, o técnico arouquense, que só sabe vencer no emblema da Serra da Freita (três vitórias em três jogos), reforçou a importância de a sua equipa manter a fidelidade aos próprios princípios, trabalhando diferentes dinâmicas ao longo da semana para não ser surpreendida.
«A primeira falta de humildade que pode existir é acharmos que sabemos como o adversário vai jogar. Temos uma identidade e, em cima disso, colocamos constrangimentos, procurando trazer para os treinos diferentes comportamentos dos adversários, porque o meu grande objetivo é que a equipa nunca se sinta apanhada de surpresa», sublinhou, vincando: «Jogar bem numa identidade aumenta a probabilidade de ganhar.»
Vítor Severino mostrou-se satisfeito com o anúncio da renovação de Tiago Esgaio, que estendeu o seu vínculo contratual por duas temporadas, com mais uma de opção: «É um grande profissional, um grande jogador e um enorme capitão.»
Confrontado com o cartão vermelho exibido a Rukavina na partida diante do Alverca, o treinador que sucedeu a Vasco Seabra no Arouca optou por não alimentar polémicas sobre a arbitragem, referindo que o futebol português se encontra «tripolarizado» e assegurando que o clube dispõe de elementos encarregues de defender a instituição.
No que toca às opções para o encontro, Puche, a recuperar de problemas físicos, e o castigado Rukavina figuram como ausências certas.