Vítor Matos assume a identificação com a forma do antigo chefe de equipa encarar a profissão e cada encontro, e mostra-se muito pouco preocupado com a questão

«Vítor ou adjunto de Klopp? Os dois não são maus!»

Membro da equipa técnica do icónico Jürgen em Liverpool, depois braço direito de Pep Lijnders (hoje no Manchester City) no Salzburgo, o treinador português bebeu muito do que o alemão e o neerlandês com ele partilharam nos últimos anos, sobretudo o primeiro. Mais do que um rótulo, Vítor Matos aceita com naturalidade o legado.

A BOLA — Já sentes que olham para ti como o Vítor Matos ou ainda te veem como o adjunto de Jürgen Klopp? 
VÍTOR MATOS — Os dois não são maus! (risos)

— Pois não, nada maus! (risos)
— Nunca tive problemas com um apelido nem com o outro. Não é algo que me mova ou me preocupe sequer. O mais importante para mim é que a mensagem que passo para os meus jogadores e equipa seja o mais clara possível, porque tu precisas que a mensagem seja clara e que, quando construída em conjunto, leve a que todos eles possam jogar perto do seu maior potencial. Porque isso é o mais importante, não é? E quando essa mensagem é clara, já está mais de meio caminho, seja como o adjunto do Jurgan ou como o Vítor.

Vítor Matos festeja triunfo diante do Bristol com Ronald — Foto: IMAGO

— Há comportamentos que de certa forma herdaste… Herdaste, não! Comportamentos que, de certa forma, imitas, porque se entranharam 
— Claro que sim. Não seria muito inteligente da minha parte se fizesse o contrário, não é? Uma grande parte da forma como olho para o jogo, como é óbvio… E acho que mais do que ser simplesmente uma forma de olhar para o jogo é algo com o qual me identifico. O que quero dizer é que não é uma forma de viver, mas é uma forma de viver o jogo.

— Sim, eu entendo, entendo perfeitamente.
— Está dentro de mim. Quando olhas para muito daquilo que foi este ano do nosso trajeto enquanto staff, quer no Marítimo quer aqui, obviamente existem muitas semelhanças em muitos pontos e diferenças em outros, porque tem a ver com os jogadores, com os contextos, mas não seria de esperar, acho eu, outra coisa. Pelo menos eu não esperaria outra coisa.