Comandados de Bordalás perderam 0-4 em Bilbau, depois de terem sido goleados em casa na Conference League (2-5)

Ambiente continua pesado no Getafe: treinador deixa nova bicada à direção

«Sevilha tem cinco jogadores de ala de um nível altíssimo e nós nenhum», disse José Bordalás

O ambiente no Getafe está longe de ser o mais sereno. Numa época marcada pelo regresso às competições europeias, os maus resultados recentes e a troca pública de palavras entre o presidente e o treinador adensaram a crise no conjunto madrileno. Este sábado, José Bordalás abordou a recente instabilidade defensiva do Getafe e o elevado número de golos sofridos. Na antevisão ao duelo de domingo frente ao Sevilha, o técnico não escondeu a sua inquietação com o momento da equipa e exigiu o regresso imediato à consistência que habitualmente caracteriza as suas formações.

«Temos de travar esta sangria o quanto antes», vincou Bordalás, abordando a necessidade de estancar as fragilidades na retaguarda. «Não nos podemos permitir sofrer este número de golos. Temos trabalhado, falado, analisado e visto vídeos, porque a maioria dos tentos que sofremos tem sido muito semelhante. Temos de estar mais atentos e confiar na responsabilidade e na missão de cada um no terreno de jogo.»

O treinador sublinhou a importância de recuperar a identidade competitiva frente a um adversário de peso, elogiando as opções do rival andaluz: «O Sevilha tem cinco jogadores de ala de um nível altíssimo e nós nenhum. É um grande adversário, que fez um trabalho magnífico no mercado de verão, completando um plantel muito bom, com jogadores de grande nível e alternativas para todas as competições. Está a fazer um grande campeonato e será um jogo muito difícil.»

Confrontado com a situação na tabela e o momento delicado do clube, Bordalás pediu serenidade e foco. «Não é a melhor situação, estamos conscientes disso e gostaríamos de estar mais bem classificados. No entanto, ainda falta muito campeonato e temos de ter confiança na equipa. Sabemos da importância do jogo. Não há desculpas: há que entrar em campo para ganhar e competir», atirou, reconhecendo também a dor dos adeptos e a influência de ausências de peso: «Tivemos baixas importantes que por vezes esquecemos, como a de Uche, e passámos por problemas.»

Por fim, o timoneiro do Getafe analisou a eficácia ofensiva, pedindo mais presença aos elementos preponderantes do ataque: «A equipa foi capaz de criar perigo em muitos jogos, mas noutros nem tanto. Tem faltado definição e finalização. Temos de melhorar os dois aspetos do jogo: primeiro o defensivo e, obviamente, temos de gerar mais no plano ofensivo. Os jogadores importantes têm de aparecer e ajudar mais a equipa nessa vertente.»

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