Edson Álvarez, médio do West Ham e internacional mexicano - Foto: IMAGO

Médio do West Ham acusado de envolvimento em esquema de certificados falsos de Covid-19

Edson Álvarez, treinado por Nuno Espírito Santo, acusado por cineasta mexicano

Edson Álvarez, médio do West Ham, e o antigo sogro, Jonathan Toache Bedolla, foram acusados de vender certificados falsificados de vacinação contra a Covid-19 durante o período da pandemia. As alegações surgem poucas semanas após o internacional mexicano ter sido associado a um caso de rapto.

A acusação partiu de Juan José López Ordóñez, produtor de cinema que, em setembro, relatou ao órgão de comunicação mexicano TV Notas ter sido sequestrado sob a ameaça de armas de fogo pela família de Jonathan Toache Bedolla, em 2024, na Cidade do México. Na ocasião, o cineasta afirmou que Álvarez tinha conhecimento do rapto, apesar de não estar diretamente envolvido. Na altura, o futebolista negou categoricamente os factos: «Rejeito categoricamente qualquer alegação ou tentativa de associar o meu nome a acontecimentos, conflitos ou condutas que me são inteiramente alheios.»

Agora, de acordo com o jornal mexicano El Financiero, o produtor denunciou numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira que o jogador, o ex-sogro e um médico integravam uma rede que comercializava comprovativos de vacinação fraudulentos com carimbos, assinaturas e códigos QR. «O fardo moral é muito pesado e aqui estou eu a assumir as consequências. Se tiver alguma responsabilidade, as autoridades irão determiná-lo, mas já não posso esconder isto», declarou Juan José López Ordóñez, que afirmou ter testemunhado o funcionamento da rede ilícita.

Segundo o relato de Ordóñez e de várias publicações mexicanas, os documentos falsos eram transacionados por valores superiores a 500 dólares por unidade. O esquema terá permitido a várias figuras públicas contornar as restrições sanitárias e viajar para o estrangeiro durante a crise pandémica.

A polémica ganhou nova dimensão após a divulgação de uma lista com nomes de celebridades mexicanas que alegadamente recorreram a Edson Álvarez e ao seu antigo sogro para obterem as declarações e evitarem a vacinação. Entre os visados constam a modelo Montserrat Oliver, a atriz Yolanda Andrade, o músico Jay de la Cueva e o ator Alfredo Adame.

Dado que a falsificação de documentos de saúde pública constitui um crime federal no México, as autoridades locais poderão abrir uma investigação formal ao caso.

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