Villas-Boas rejeita «euforia antes do tempo» e atira: «Na 'Taça Sporting'...»
O FC Porto e o título de campeão nacional estão separados apenas por uma vitória, que pode surgir já este sábado, no Estádio do Dragão, frente ao Alverca. Ainda assim, André Villas-Boas rejeita qualquer tipo de euforia antecipada, garantindo que a equipa orientada por Francesco Farioli «não tem feito outra coisa senão procurar a glória com toda a sua força».
«Abril foi um mês de decisões, de pressão e de exigência máxima. Foi também um mês que nos trouxe até à posição que hoje ocupamos. Para dar o passo final, temos de estar todos unidos. Unidos na bancada, unidos no balneário e unidos em torno do nosso símbolo. Porque, nesta fase, o campeonato não se 'joga': conquista-se. E só se conquista com foco absoluto. Na Liga Europa fomos eliminados, sim. Mas quem viu o jogo, sabe que o grupo mostrou o que é ser Porto. Jogar com 10 durante cerca de 80 minutos e ver jogadores a dar tudo, a correr até ao limite, a sofrer e a acreditar que ainda era possível inverter uma eliminatória é a melhor prova do que esta equipa tem sido até agora», recordou o presidente dos dragões, no editorial da mais recente edição da Dragões, aludindo à derrota (1-0) em casa do Nottingham Forest. «Uma equipa à Porto, que não foge ao risco, não foge à responsabilidade e não se esconde atrás de desculpas. Quem quer fazer História entra em campo com um propósito maior», prosseguiu.
«Na 'Taça Sporting', frente ao Sporting, ficámos pelo caminho. E, mais uma vez, ficou exposto aquilo que temos vindo a sentir durante toda a época: o FC Porto tem de superar não só adversários, mas também o lado imprevisível e caótico do jogo, em mais um encontro em que apetece dizer: 'É raro, mas acontece muito'», disparou Villas-Boas, em nova farpa ao rival lisboeta, lançando o mote para a hora de todas as decisões na Liga: «Por isso, digo-vos com total clareza: no campeonato temos de dar tudo. No FC Porto, só celebramos quando ganhamos. Assim fomos habituados e assim fomos sempre temidos. Aqui não há euforia antes do tempo. Há exigência, há concentração, há compromisso e só há uma certeza: se quisermos mesmo vencer, temos de fazer 'das tripas coração' nestes últimos três jogos para alcançarmos o que tanto sonhamos.»
De resto, André Villas-Boas estende os elogios ao trabalho levado a cabo na formação — os dragões lideram os campeonatos de juniores, juvenis e iniciados —, congratulando o coordenador José Tavares, e também à secção de futebol feminino, que celebrou a subida ao principal escalão nacional no último fim de semana.
«A subida à Primeira Liga é um feito incrível. Um feito que honra o clube e que mostra a força de uma ideia quando é trabalhada com ambição e competência. Mas repito: não é só a subida. É o jogo. É o desejo. É a intensidade. É a personalidade com que estas atletas competem e a energia que emana do treinador Daniel Chaves, das jogadoras, do Professor José Manuel [Ferreira, diretor] e da Joana [Oliveira, coordenadora técnica]. É a forma como se apresentam em cada campo como quem sabe o que está a vestir. E é também a final da Taça, alcançada com total mérito. Estas miúdas honraram-nos como ninguém», acrescenta AVB, lembrando, ainda as recentes conquistas em variadas modalidades, como o bilhar ou o goalball.