André Villas-Boas, presidente do FC Porto - Foto: Catarina Morais/KAPTA+
André Villas-Boas, presidente do FC Porto - Foto: Catarina Morais/KAPTA+

Villas-Boas: «Muitos esperavam que vacilássemos...»

Presidente do FC Porto assina o editorial da Revista Dragões de maio, destacando o título de campeão nacional. Lembra dor pelas perdas de Pinto da Costa e Jorge Costa

André Villas-Boas enalteceu o título de campeão nacional do FC Porto na mais recente edição da Revista Dragões, publicada esta sexta-feira.

No editorial que assina mensalmente, o presidente dos azuis e brancos destaca a «marca inesquecível» que fica «para sempre associada» à equipa e à época de sucesso.

«Maio devolveu-nos ao lugar que perseguimos com trabalho, com método e com uma ambição que não aceita atalhos. Somos Campeões Nacionais pela 31.ª vez. E esse número tem um peso que não se discute: faz do Futebol Clube do Porto o Clube com mais títulos no futebol nacional. É História escrita com factos, não com contabilidade criativa. É uma marca inesquecível que fica para sempre associada a este grupo e a esta época», começa por escrever o líder portista.

«O título não caiu do céu. Não foi um acaso. Foi uma construção. Foi uma época inteira a exigir união, concentração e coragem. Foi um balneário a fechar fileiras em torno de um objetivo comum. Foi um grupo focado, disciplinado, solidário, capaz de sofrer, capaz de reagir, capaz de responder quando muitos esperavam que vacilássemos», acrescenta Villas-Boas.

Pinto da Costa e Jorge Costa para sempre na memória

O dirigente máximo dos dragões não deixou de sublinhar a dor da perda de duas figuras históricas do clube: Jorge Nuno Pinto da Costa e Jorge Costa.

«O título trouxe-nos à memória duas dores que não se apagam. Duas perdas irreparáveis dentro da nossa casa. Jorge Nuno Pinto da Costa e Jorge Costa. O primeiro, o Presidente dos Presidentes. O homem que transformou o FC Porto numa potência, que colocou o nosso emblema no topo da Europa e do mundo, que fez da vitória uma cultura e da ambição um hábito. O segundo, o nosso Bicho. Um capitão e um símbolo. Um Portista absoluto. Um homem de palavra e de caráter. Um líder dentro e fora do campo. No Olival, no centro de treinos que hoje ostenta o seu nome, vimos de perto a morte de um amigo e de uma lenda. E esse dia ficou, tristemente, gravado em todos nós», realça.

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