Premier League sem treinadores portugueses? Só há 15 anos!
A temporada 2026/27 da Premier League marcará o fim de um ciclo histórico, com a ausência de treinadores portugueses no arranque do principal escalão do futebol inglês pela primeira vez desde 2010/11. Esta interrupção põe termo a uma sequência de 15 épocas consecutivas com, pelo menos, um técnico luso nos bancos.
A nova realidade resulta de um conjunto de mudanças no defeso. Marco Silva trocou o Fulham pelo Benfica, Ruben Amorim, que já tinha deixado o Manchester United a meio da época passada, rumou ao Milan, e Vítor Pereira foi dispensado pelo Nottingham Forest pouco antes de o seu contrato ser renovado automaticamente… por e-mail. Por sua vez, Nuno Espírito Santo continua em Inglaterra, mas no Championship, ao não ter evitado a descida de divisão do West Ham.
José Mourinho abriu as portas para forte presença de treinadores portugueses em Inglaterra, ao vencer o campeonato nas duas primeiras épocas ao serviço do Chelsea, em 2004/05 e 2005/06.
Após um breve hiato entre 2008/09 e 2010/11, foi André Villas-Boas quem retomou a presença lusa na Premier League, ao sair do FC Porto para assumir o comando do Chelsea em 2011/12.
Desde essa altura, a liga inglesa contou ininterruptamente com técnicos portugueses, graças a: José Mourinho (regresso ao Chelsea, Manchester United e Tottenham), Marco Silva (Hull City, Watford, Everton e Fulham), Nuno Espírito Santo (Wolverhampton, Tottenham, Forest e West Ham), Carlos Carvalhal (Swansea), Bruno Lage (Wolverhampton), Ruben Amorim (Manchester United )e Vítor Pereira (Wolverhampton e Forest).
O auge desta presença verificou-se nas temporadas de 2024/25 e 2025/26, quando quatro treinadores portugueses orientaram equipas da Premier League em simultâneo. Agora, 15 anos depois, o campeonato não terá representação lusa na lista de treinadores.