Novak Djokovic tem sabido investir o que vai ganhando no ténis, onde já conquistou 24 Grand Slams singulares         Fotografia Imago
Novak Djokovic tem sabido investir o que vai ganhando no ténis, onde já conquistou 24 Grand Slams singulares Fotografia Imago

Novak Djokovic: das vitórias em Melbourne a Londres, aos imóveis de Belgrado a Nova Iorque

Com a carreira marcada por conquistas em todos os mais importantes torneios do circuito mundial que o colocam entre os mais bem-sucedidos tenistas da história, o sérvio tem investido muito do que ganha em imobiliário, onde vive ou não, espalhado pelo mundo, mas sobretudo entre a Europa, onde habitualmente vive e os Estados Unidos

Há mais de duas décadas, Novak Djokovic tem estabelecido recordes no ténis que levarão muito tempo até que sejam quebrados. Os sucessos que tem alcançado continuamente fizeram dele uma das figuras mais bem pagas da modalidade, mas o sérvio investiu parte da sua fortuna em imóveis.

O património líquido de Djokovic e os seus bens são um tema que continua a intrigar o público em todo o mundo. Com mais de 193,496 milhões de dólares (169,527) ganhos ao longo da carreira apenas em prémios de jogo, mais contratos de patrocínio lucrativos e investimentos astutos, estima-se que a fortuna ronde os 250 (219) a 300 milhões de dólares (262,8 milhões de euros).

A principal fonte da riqueza de Nole provém, naturalmente, dos seus sucessos inigualáveis em campo. Com 24 títulos de Grand Slam e mais de 169,527 milhões de euros em prémios monetários, é um dos tenistas mais bem pagos da história.

Mas, os ganhos fora do campo, através de patrocínios, representam outra parte significativa da fortuna total de Djokovic. Anualmente, fatura mais de 30 milhões de dólares (26,28 milhões de euros) através de acordos com marcas de topo. Parcerias que capitalizam a sua popularidade global e reconhecimento de mercado, fortalecendo ainda mais a posição financeira. Mas a aposta em imóveis parecer ser mesmo o seu maior investimento.

Monte Carlo, Mónaco

O Mónaco foi o primeiro lugar fora da Sérvia onde Novak Djokovic se estabeleceu. Depois de se destacar no cenário profissional como adolescente, comprou um apartamento numa colina neste principado. Esta residência, que se acredita ter vista para o Mar Mediterrâneo, serviu como a sua casa principal durante cerca de 15 anos e oferecia fácil acesso ao clube onde treinava.

Embora Djoković e a família se tenham mudado mais tarde para Espanha, não há relatos de que tenha alienado essa propriedade.

Nova Iorque, Estados Unidos

Em vez de comprar um luxuoso apartamento em Manhattan, Novak optou por dois. Em 2017, o quatro vezes vencedor do US Open gastou mais de 10 milhões (8,76 milhões) em dois apartamentos no seleto bairro de SoHo, dentro de um edifício de vidro desenhado pelo arquiteto Renzo Piano. Os apartamentos estão alegadamente localizados em diferentes partes do edifício, o que sugere que foram concebidos como espaços de vida separados, e não como uma única unidade enorme.

Esta compra refletiu a predileção do sérvio pela arquitetura tanto quanto pelos imóveis, com o atleta a afirmar que o trabalho do arquiteto Piano foi o principal impulsionador da aquisição. O complexo, que foi o primeiro projeto residencial deste arquiteto em Nova Iorque, é composto por 115 apartamentos de luxo com tetos altos, amplas paredes de vidro e acesso privado por elevador.

Miami, Estados Unidos

O amor de Djokovic por tudo o que Piano desenha levou-o ao sul da Flórida. Mais ou menos na mesma altura em que comprou os dois apartamentos em Nova Iorque, gastou 5,77 milhões (5,055 milhões) numa penthouse no topo de um edifício boutique à beira-mar deste arquiteto em Miami. Afirmou que a decisão foi motivada tanto pela sua admiração pela visão de Piano, como pelo facto de Nova Iorque e Miami se terem tornado paragens regulares no seu calendário de viagens.

A residência, de aproximadamente 220 metros quadrados, combinava um interior minimalista com vistas desimpedidas do Atlântico, enquanto o edifício oferecia comodidades impressionantes, incluindo piscinas, um spa, um centro de fitness e uma biblioteca privada. Novak Djokovic acabou por nunca viver nesse apartamento. Segundo relatos, após a conclusão da construção no final de 2019, colocou-o quase imediatamente à venda e despacho-o em 2021 por 6 milhões (5,27 milhões).

Belgrado, Sérvia

Enquanto grande parte do portefólio de Nikola reflete a sua carreira de viajante global, os investimentos na Sérvia sublinham a ligação à sua terra natal. Daí contar com uma luxuosa penthouse no bairro de elite West 65 em Novi Beograd, com cerca de 250 metros quadrados e um grande terraço

Os Đokovic também possuem uma vivenda perto do Lago Pavlovacko, perto de Ruma. A magnífica construção tem 1.200 metros quadrados, e a propriedade em si tem vários hectares. Já em 2016, a família começou a construir um oásis na natureza da Sérvia, no Lago Pavlovacko, entre Ruma e Vrdnik, que foi posteriormente concluído.

Já em Kosmaj, compraram uma casa localizada num terreno que se estende por vários hectares. Desembolsaram 2,9 milhões de euros por ela e, após a compra, decidiram renová-la.

Em Tivat, também desfrutam de luxo, pois possuem um apartamento avaliado em 2,2 milhões de euros, localizado no complexo de luxo Porto Montenegro.

Marbella, Espanha

Novak Djokovic terá comprado a vivenda que possui em Marbella em 2020 por cerca de 9,64 milhões de euros. A propriedade, situada entre as montanhas e o Mediterrâneo, tornou-se a residência permanente da família Djokovic durante a pandemia, quando Novak ocasionalmente partilhava vislumbres do interior da casa com os seus seguidores nas redes sociais.

Esta casa com nove quartos é certamente digna de um dos atletas mais bem pagos do mundo. Possui um cinema, ginásio, banho turco, piscina e um campo de ténis privado de tamanho normal. Relatos recentes indicam que o tenista iniciou uma extensa renovação da propriedade.

Atenas, Grécia

Mas, o endereço mais recente de Djokovic é na Grécia. Durante 2025, surgiram informações de que ele e a sua família, após vários anos passados em Espanha, se mudaram para um subúrbio de Atenas. No entanto, permanece incerto se se trata de uma propriedade alugada ou a última extensão do seu império imobiliário.

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