Scott McTominay, autor do golo do Nápoles, foi quem mais procurou dar outro rumo ao resultado - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Scott McTominay, autor do golo do Nápoles, foi quem mais procurou dar outro rumo ao resultado - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Vento do Norte levou a estrutura (destaques do Nápoles)

Nem a classe de Kevin De Bruyne serviu de antídoto para uma linha defensiva desastrosa... McTominay deu o mote, mas não teve seguidores

O Nápoles de Massimiliano Allegri chumbou no Dragão, registando uma exibição coletiva cinzenta e uns furos abaixo das expectativas.

Entre os postes, Alex Meret tentou segurar as pontas, mas a frouxidão da barreira defensiva deixou-o completamente desprotegido. Marín foi o central com sinal mais até os 88’, altura em que foi expulso; Beukema pareceu constantemente sufocado pela vertigem do ataque azul e branco, enquanto Rrahmani viveu autêntico calvário, acumulando faltas, um amarelo precoce e uma total incapacidade para travar as investidas dos adversários.

Na linha média, Politano desdobrou-se em tarefas defensivas na ala direita, ainda ensaiou um cruzamento perigoso, mas esvaziou-se no plano ofensivo antes de ser rendido. Gilmour tentou dar critério, mas foi engolido e nem mesmo a classe de Kevin De Bruyne serviu de antídoto. O belga deu alguns lampejos da sua visão de jogo para fazer a equipa respirar, mas esteve muito longe de ser o estratega dominador que se pedia.

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Vergara entrou com os níveis de ansiedade no máximo e viu um amarelo logo no segundo minuto, o que condicionou sobremaneira, Anguissa teve alguns laivos e ainda deu trabalho à defesa portista, embora tenha corrido muito atrás da bola. 

A figura: McTominay

O médio escocês assumiu-se como a principal unidade ofensiva dos italianos, destacando-se pela habitual capacidade de rutura e forte presença na área adversária. Na primeira parte, com a sua equipa a sentir grandes dificuldades para sacudir a pressão alta dos dragões, começou por realizar um trabalho defensivo intenso no miolo. À medida que o Nápoles conseguiu estabilizar, soltou-se e, após já ter ameaçado a baliza de Diogo Costa, assinou o 1-1. Inconformado com o resultado, voltou a almejar a baliza dos azuis e brancos (56' e aos 90'), mas sem conseguir o objetivo de marcar.

Pelos pés de McTominay passaram as melhores jogadas (marcou o tento de honra), com Hojlund a tentar acompanhar o marchete, mas foi manietado pela muralha defensiva portista.

Noa Lang e Giovane foram lançados para tentar agitar as águas na reta final, mas sem efeitos práticos. 

As notas dos jogadores do Nápoles:
Alex Meret (4), Beukema (4), Rrahmani (4), Rafa Marín (4), Politano (5), Billy Gilmour (5), McTominay (6), Anguissa (5), Vergara(4) De Bruyne (5), Hojlund (5), Noa Lang (4), Giovane (4) e Lorenzo Lucca (-).

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