Farioli, treinador do FC Porto
Farioli, treinador do FC Porto

Francesco Farioli: «Este grupo merecia conquistar a primeira vitória»

Técnico do FC Porto vincou o peso do labor tático nas bolas paradas após bater o Nápoles e revelou que Gabri Veiga jogou debilitado

Em declarações à Sport TV na zona de entrevistas rápidas do Estádio do Dragão, logo após o triunfo do FC Porto diante do Nápoles, Francesco Farioli salientou a capacidade competitiva dos azuis e brancos frente a um adversário de peso. O treinador italiano considerou que a resposta coletiva foi determinante para desbloquear os primeiros pontos na prova milionária: «Mais uma vez, o nível do adversário que defrontámos é muito alto. Creio que competimos muito bem, num ambiente fantástico no Dragão, que nos empurrou para a frente. Os jogadores rubricaram uma exibição fantástica.»

Questionado sobre se o recente embate para o campeonato tinha servido de modelo para alargar o campo frente aos napolitanos, Farioli preferiu traçar uma linha de continuidade com as últimas semanas de trabalho, ligando a noite europeia ao teste anterior na Taça de Portugal: «As boas exibições e, naturalmente, os resultados ajudam sempre. Porém, acima de tudo, o rigor nos detalhes e o espírito de equipa são determinantes. De certa forma, as coisas boas que realizámos em Viseu com muitas alterações, o que fizemos no fim de semana e o que produzimos hoje estão interligados. Estou satisfeito com o resultado e feliz por somarmos os primeiros pontos para iniciar a nossa caminhada na Liga dos Campeões.»

As boas exibições e, naturalmente, os resultados ajudam sempre. Porém, acima de tudo, o rigor nos detalhes e o espírito de equipa são determinantes. De certa forma, as coisas boas que realizámos em Viseu com muitas alterações, o que fizemos no fim de semana e o que produzimos hoje estão interligados

Apesar do balão de oxigénio na tabela europeia, o técnico portista recusou fazer contas ao apuramento e apontou de imediato à próxima paragem no calendário interno: «Vamos continuar a pensar jogo a jogo. Ainda restam quatro partidas por disputar, por isso o momento exige mudar o foco: recuperar índices físicos, acalmar as emoções e preparar a deslocação ao terreno do Vitória de Guimarães, que será uma partida muito exigente.»

A gestão física do plantel e a rotatividade das últimas escolhas também entraram na análise, com Farioli a justificar a aposta progressiva em várias unidades e a puxar de uma nota de humor a propósito do estado febril de Gabri Veiga. «Acredito plenamente nessa gestão e também na importância de conceder minutos a outros elementos. A partir do encontro em Viseu, vários jogadores começaram a somar tempo de jogo», começou por explicar o timoneiro, antes de se deter na prestação do internacional mexicano e no susto matinal com o espanhol: «Hoje a entrada de Santiago Gimenez foi fantástica e não considero coincidência que os 90 minutos cumpridos em Viseu lhe tenham feito muito bem. Foi um contributo bastante positivo. Quanto ao Gabri Veiga, acordou doente esta manhã. Quando ele foi substituído, até brinquei com ele e disse-lhe que devia estar doente sempre da mesma forma e apanhar o mesmo vírus.»

O impacto imediato de Santiago Gimenez no ataque mereceu rasgados elogios do líder da equipa técnica, particularmente pela clarividência no momento em que descobriu Samu para faturar: «Esteve muito bem e teve um grande impacto. Revelou-se decisivo em dois ou três momentos e competiu com enorme intensidade. Reuniu muitos aspetos positivos. Como disse, estou satisfeito pelo desfecho, pela exibição de todos os atletas e considero que este grupo merecia plenamente conquistar a primeira vitória na prova.»

É sempre um momento de jogo fundamental. Hoje os nossos dois defesas-centrais polacos tiveram um impacto fantástico

Por fim, Farioli desconstruiu a eficácia portista nas bolas paradas, receita decisiva que valeu dois golos de canto apontados pela parelha de centrais polacos, distribuindo os louros pelo labor invisível do seu grupo de trabalho. «É sempre um momento de jogo fundamental. Hoje os nossos dois defesas-centrais polacos tiveram um impacto fantástico», sublinhou o treinador, rematando com uma partilha de méritos: «É algo que trabalhamos exaustivamente. Temos uma excelente equipa técnica focada em analisar e preparar esses lances minuciosamente, ajustando todos os detalhes. Foi exatamente isso que voltámos a fazer. A qualidade do executante, aliada à agressividade de quem ataca a bola no ar, conduziu-nos aos golos de bola parada.»

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