Vasco Botelho da Costa lança Santa Clara: «Queremos mandar!»
«Caio Secco continua de fora. O Michel também está de fora.» Foi assim que Vasco Botelho da Costa abriu o rol de novidades para a receção do Moreirense ao Santa Clara, este sábado, às 15h30, em Moreira de Cónegos. Duas baixas numa equipa que continua a olhar para a Liga com ambição. Sobre o mercado, diz que dispensa a vinda de mais um ponta de lança.
O treinador sublinha o conforto de jogar em casa, mas não esconde a exigência do desafio, pois o Santa Clara «é uma equipa muito organizada», difícil de desmontar e que, segundo Vasco Botelho da Costa, não vê o seu real valor espelhado na classificação: «É muito difícil fazer golos ao Santa Clara, ainda para mais num campo com as características do nosso campo. Acho que são fortes em praticamente todos os momentos. Os pontos que vão perdendo são sempre muito no detalhe e, portanto, acho que é uma equipa cheia de valor. Mas, como sempre, temos que olhar para nós, perceber que estamos aqui numa nova evolução, digamos assim, com alguma gente em campo que não teve tantos minutos até aqui.»
Sobre o recente encontro com o Alverca, Vasco Botelho da Costa reconhece que houve erros, mas recusa dramatismos. A prioridade passa por voltar a assumir o comando do jogo, roubar bola ao Santa Clara e controlar a profundidade e o jogo pelos corredores, sempre com a bola a «andar depressa» para fugir à agressividade e aos duelos dos açorianos. «Temos de olhar para isso como crescimento e perceber que o jogo com o Santa Clara vai ser um completamente diferente. Como sempre, queremos mandar, queremos tentar roubar a bola à Santa Clara.»
Quanto ao mercado e à frente de ataque, o técnico mostra total confiança em Yan Maranhão e Luís Semedo e não vê necessidade de um novo ponta de lança: «Estamos muito satisfeitos, quer com o Luís, quer com o Yan. Honestamente, não vejo essa necessidade. O projeto do Moreirense está muito bem definido. O mercado, muitas vezes, não acontece ao ritmo que idealizamos. Sou honesto, se calhar para mim era muito mais fácil que o mercado fechasse antes da primeira jornada e depois não houvesse mais mercado até ao final da época, porque sabíamos sempre com o que tínhamos que contar.»
Mesmo perante possíveis vendas de peças como Dinis Pinto ou Alan, garante que o plano está traçado e haverá resposta à altura, fiel a um projeto pensado «com cabeça, tronco e membros».