Van de Looi e a deslocação do Famalicão à Amadora: «Duas equipas que lutam por objetivos»
O Famalicão tem noção de que terá dificuldades no embate frente ao Estrela da Amadora, referente à 33.ª e penúltima jornada da Liga e que está agendado para as 20h15 de segunda-feira, mas no Minho há a forte esperança de que este será mais um obstáculo a ser ultrapassado com sucesso.
Quem o garante é Tom van de Looi, que foi, este sábado, o porta-voz da ambição do emblema de Vila Nova. O médio neerlandês admite que a deslocação à Reboleira acarreta um nível de exigência grande, não só pelo facto de os tricolores precisarem de pontos para fugirem aos lugares perigosos da tabela classificativa, mas também porque o adversário tem agora um novo treinador, no caso, Cristiano Bacci, pelo que as dinâmicas ainda não são tão bem conhecidas quanto isso. Sendo que o Famalicão, recorde-se, tem como objetivo terminar a época no 5.º lugar que ocupa atualmente e que pode dar acesso às pré-eliminatórias da Conference League — cenário que será uma realidade apenas e só se o Torreense não vencer a Taça de Portugal.
«Temos de estar preparados para um jogo intenso. São duas equipas que ainda lutam por objetivos e por coisas importantes. Já estamos na fase final da época e nesta fase há sempre mais emoções. Temos de fazer o nosso jogo. O Estrela da Amadora mudou de treinador e temos de estar preparados para mais coisas, não sabemos muito bem como é que eles vão jogar. É mais fácil desfrutar quando não perdemos há 10 jogos. É um processo, um caminho que já começou há muito tempo e acho que temos vindo sempre a crescer», começou por dizer, em declarações reproduzidas pelos meios de comunicação do Famalicão.
Os azuis e brancos do Minho estão numa senda de grande monta e vêm de um empate (2-2) diante do Benfica. Nessa partida com as águias, os famalicenses estiveram a perder por 0-2, mas deram uma excelente resposta e conseguiram prolongar a invencibilidade. Van de Looi fala num ponto «bom»: «A primeira parte do jogo com o Benfica foi muito difícil, eles colocaram-nos em grandes dificuldades. Não podemos esquecer que jogámos contra uma equipa que ainda não perdeu [na Liga]. Mas tivemos uma boa reação na segunda parte, mesmo quando estava 11 contra 11, mas ainda mais depois, quando estávamos em superioridade numérica. Acreditámos até ao fim e conquistámos um bom ponto.»
A finalizar, o camisola 6 dos minhotos distribuiu os louros desta caminhada ao Famalicão por todo o grupo de trabalho. Porque mesmo os atletas que não jogam com tanta regularidade, defende, são extremamente importantes para o grupo. «Temos mais jogadores do que os 11 que costumam jogar e todos são importantes. Vamos continuar a olhar para nós e a fazer o nosso jogo. A época ainda não acabou, mas está a ser positiva. Para mim e para a equipa toda», concluiu o médio, de 26 anos, que cumpre a segunda temporada ao serviço do Vila Nova.