Especialista em arbitragem de a BOLA analisa lance (sem cartão) entre Guéhi e Gabri Veiga, que deixou o espanhol no chão, e também o segundo amarelo a que Gvardiol escapou antes do intervalo

Um vermelho por mostrar: a análise à arbitragem do FC Porto-Man. City

Pedro Henriques, especialista em arbitragem de A BOLA, considera que Gvardiol deveria ter sido admoestado com o segundo cartão amarelo por Szymon Marciniak

30'. Biqueirada. Pepê estica a sua perna direita, não toca na bola e acaba por pontapear com a biqueira da bota o joelho esquerdo de Marc Guéhi, uma entrada negligente que era passível de cartão amarelo, por uma entrada fora de tempo que o árbitro não mostrou. 

36. Agarrou. Cartão amarelo bem mostrado a Josko Gvardiol por ao perder a bola, após desarme de William Gomes, agarra de forma persistente e evidente o avançado brasileiro dos dragões, fazendo uma falta tática, cujo único objetivo foi parar e destruir uma jogada que tinha potencial perigo. 

41'. Não obstante a consequência das entradas também ser um dos fatores de análise no que diz respeito à cor do cartão que se pode mostrar — pois, quando de uma entrada temos como resultado uma fratura, sangramento, um desmaio, etc., isso significa que a intensidade, a impetuosidade, a velocidade ou a contundência foram acima do normal —, contudo, a zona com que se atinge, a zona atingida, o movimento deliberado ou casual, o chegar e tocar na bola primeiro, entre outros, são de igual forma importantes. Depois há que relembrar que a cabeça (cara, pescoço, nuca) é uma zona de proteção, e que o uso dos braços, mãos e cotovelos é uma arma sempre perigosa e que o IFAB realça como importante para a integridade dos jogadores o cuidado que se deve ter e a punição a aplicar sempre que se usam os braços na cabeça do adversário. Depois, destacar ainda que entradas negligentes são para amarelo, e negligência significa que o jogador não teve em conta o perigo e as consequências do seu ato para com o adversário na forma como abordou o lance, e que o uso excessivo de força, punido com cartão vermelho, é quando essa entrada põe em risco a segurança do adversário. Tendo como base tudo isto, no lance em apreço entre Guéhi e Gabri Veiga, a atenuante para não ser vermelho é que o jogador do City chegou primeiro à bola e cabeceou a mesma, levou o braço na frente, mas não fez movimento para dar cotovelada, e foi no movimento de ataque à bola, no cabeceamento e no levar do braço à frente de forma descuidada, ou seja, negligente, que o cartão certo seria o amarelo, que não foi mostrado, pois o árbitro nem falta assinalou, não obstante como consequência ter havido sangue na cabeça de Gabri Veiga.

45'.  O árbitro deu três minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, em virtude do cartão amarelo mostrado a Gvardiol, mas sobretudo pela assistência no terreno de jogo a Gabri Veiga.

45+3'. Antidesportivo. Gvardiol, que já tinha um cartão amarelo, com o jogo interrompido, não permite que André Silva marcasse/executasse um pontapé livre, empurrando-o, uma atitude incorreta e que também retarda o recomeço de jogo. Por isso, seria amarelo, o segundo e consequente expulsão.

Positivo

Os quatro amarelos que mostrou, os assistentes ao nível do fora de jogo e os lances de área: poucos, mas bem decididos. 

 49'. Fora de jogo. Quando a bola é cruzada para Pepê este estava adiantado em relação ao penúltimo adversário, estando em fora de jogo. É por isso que não foi assinalado penálti pela saída e pela joelhada que Donnarumma, que tanto pela saída e como pela entrada negligente viu na mesma o cartão amarelo. 

85'. Cartão amarelo mostrado ao banco dos dragões, mais concretamente ao treinador Francesco Farioli, por protestar uma decisão do árbitro, que na ocasião assinalou uma falta de Pablo Rosario sobre Enzo Fernández; a falta existiu mesmo, agarrão e pontapé no pé.

Negativo

25 faltas, 5 amarelos, são números acima da média para a Champions. A falta de Guéhi tem de ser técnica e disciplinarmente punida.

90'. O árbitro deu cinco minutos de tempo extra em função das seis paragens para substituições, nas quais entraram dez jogadores, do cartão amarelo mostrado em campo e outro ao banco, e ainda pelo golo em tempo regulamentar. 

90+2'. Confusão. Cartão amarelo bem mostrado a Pablo Rosario, que sem bola, por trás, derruba Erling Haaland, depois este também é bem advertido por responder a essa falta, caindo em cima do médio dominicano dos dragões numa atitude e comportamento incorreto. 

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A nota do árbitro Szymon Marciniak: 5

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